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Riedel define subsídio para baixar preço do diesel em MS

Para reduzir o preço do diesel em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado aderiu à medida que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível até o fim de maio.

01/04/2026 às 15h15
Por: Redação Fonte: Dourados News
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Preço do diesel está em alta em Mato Grosso do Sul - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News
Preço do diesel está em alta em Mato Grosso do Sul - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News

Para reduzir o preço do diesel em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado aderiu à medida que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível até o fim de maio. O anúncio feito pelo governador Eduardo Riedel considera o momento econômico mundial, devido a alta do preço do diesel.

“O Mato Grosso do Sul aderiu à redução dos impostos sobre o óleo diesel. É extremamente importante para o Estado e vai ter um impacto direto no preço na bomba. Vamos fazer uma fiscalização muito forte, para que essa redução chegue ao consumidor final, operador logístico, transportador. O diesel é um insumo que impacta em todas as cadeias de produção. Por isso o aumento dele acaba elevando o preço de uma série de outros insumos básicos”, explicou Riedel.

A decisão do governo de Mato Grosso do Sul, em caráter emergencial, assegura a responsabilidade fiscal após o aumento dos preços dos combustíveis, provocado pela guerra no oriente médio. “A única maneira que o Estado tem de apoiar o consumidor final é reduzir os impostos. Vai nos impor um esforço adicional, mas sem dúvida nenhuma, necessário nesse momento”, finalizou Riedel.

Fiscalização

Além da redução do preço do diesel, o Estado vai garantir fiscalização, por meio do Procon-MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor), em parceria com ANP (Agência Nacional do Petróleo), garantindo o benefício para o consumidor. Além da subvenção, outra frente de atuação debatida envolve o compartilhamento de informações estratégicas entre a Receita Federal e as Secretarias de Fazenda estaduais, a partir de solicitação do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal).

“Estabelecemos critérios bem claros em relação a essa adesão. Voltados primeiramente para um limite de tempo de dois meses e também um limite de teto, onde o Estado vai ter uma participação de 50% no valor de R$ 1,20 por litro de combustível. E nesse sentido o Estado está fazendo um grande esforço, entendendo também o momento que nós estamos vivendo aqui, para dar a sua parcela de contribuição nesse processo”, explicou Flávio César, titular da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e presidente do Comsefaz.

Um dos objetivos do Comitê, em parceria com ANP, é disponibilizar dados sobre postos de combustíveis já identificados em práticas ilícitas, inclusive estabelecimentos investigados na Operação Carbono Oculto, que mapeou cerca de mil postos envolvidos em fraudes, esquemas de irregularidades e estruturas ligadas ao crime organizado.

O secretário ressaltou ainda que, com maior integração entre os entes federativos, a expectativa é reforçar a fiscalização do setor, coibir abusos, combater distorções na formação de preços e ampliar a proteção ao consumidor.

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