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Safra de café pode chegar a 75 milhões de sacas em 2026 e pressiona manejo no campo

Produção elevada aumenta risco com plantas daninhas e exige controle mais eficiente nas lavouras

26/03/2026 às 15h31
Por: Redação Fonte: Midia Max
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Desempenho é impulsionado por condições climáticas favoráveis (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)
Desempenho é impulsionado por condições climáticas favoráveis (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)

O Brasil deve colher entre 66,2 milhões e 75,3 milhões de sacas de café em 2026, segundo estimativas da Conab. Se confirmado, o volume coloca o país diante de uma das maiores safras da história, impulsionada por clima favorável e pela bienalidade positiva do café arábica.

Com mais café no campo, cresce também o desafio de manter produtividade e qualidade. Um dos principais problemas é a presença de plantas daninhas, que competem diretamente com o cafeeiro por água, luz e nutrientes. Em áreas com alta infestação, a perda de rendimento pode começar já nas fases iniciais da lavoura.

O impacto tende a ser maior justamente em um ano de safra cheia. Qualquer falha no manejo pode reduzir o potencial produtivo e afetar o resultado final, mesmo diante de um cenário de oferta elevada e expectativa de preços mais estáveis no segundo semestre.

O controle dessas plantas não depende de uma única solução. A combinação de práticas, como uso de cobertura vegetal, controle mecânico e aplicação de herbicidas, aparece como estratégia mais adotada para reduzir perdas e manter a lavoura equilibrada.

Entre as alternativas no campo, o uso de braquiária e leguminosas ajuda a proteger o solo e limitar o avanço de invasoras. Já roçadeiras e capinas seguem comuns, principalmente em áreas mais sensíveis. Em lavouras maiores, o controle químico continua sendo amplamente utilizado, desde que aplicado com técnica adequada.

Outro ponto de atenção é o avanço de espécies resistentes, como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e buva, que dificultam o controle e elevam o custo de produção. Nesses casos, a escolha correta de produtos e o momento da aplicação fazem diferença no resultado.

Com uma safra maior e mais café disponível para exportação e recomposição de estoques, o manejo passa a ter peso direto no desempenho da produção. Em 2026, mais do que ampliar volume, o desafio será evitar perdas e garantir qualidade em um cenário de alta oferta.

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