
O avanço da chikungunya em Dourados já soma quase 700 notificações da doença e levou a Prefeitura a avaliar a possibilidade de decretar situação de emergência sanitária no município. O aumento dos registros ocorre em meio à expansão dos casos para diferentes regiões da cidade.
Durante coletiva de imprensa realizada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), com a presença de representantes do Governo do Estado e do Governo Federal, o secretário municipal de Saúde, Márcio, afirmou que o município trabalha com uma estimativa de cerca de 400 casos.
“Hoje nós temos mais ou menos 400 casos no município inteiro com a reserva e desses 400, mais ou menos 200 casos estão distribuídos dentro dos bairros de Dourados”, declarou.
Os números indicam que o volume de notificações — que representam casos suspeitos em análise — é ainda maior do que os registros acompanhados pela Secretaria, evidenciando o avanço da doença no município.
Inicialmente concentrada na região norte, próxima ao Hospital da Missão e bairros como Jardim dos Estados, Piratininga e Caiuás, a chikungunya já apresenta registros em outras áreas, como Jockey Club e Novo Horizonte.
A transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, presente em toda a cidade. “Não tem porteira. Hoje a cidade de Dourados tem em todos os bairros uma incidência importante do mosquito”, afirmou o secretário.
Diante do aumento considerado significativo, a administração municipal discute, junto ao Estado e equipes de epidemiologia, a possibilidade de decretar emergência sanitária. A decisão ainda não foi formalizada.
“Se for preciso, a Prefeitura de Dourados, de fato, vai decretar, mas por enquanto não”, disse Márcio, ao destacar que novas avaliações devem ocorrer nos próximos dias com apoio de representantes do Ministério da Saúde.
Equipes de endemias seguem atuando no município. Nos últimos dias, cerca de 100 profissionais participaram de ações concentradas na reserva indígena e agora estão mobilizados em bairros com maior incidência.
O secretário também destacou a importância da participação da população no controle da doença. “Hoje, 50% da eliminação desses focos, desses criadouros, depende da população”, afirmou.
Além de Dourados, há preocupação com o avanço da chikungunya em municípios da região, o que pode ampliar a pressão sobre os serviços de saúde.