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Ex-chefe do INSS em Deodápolis é condenado pelo TCU a ressarcir mais de R$ 680 mil por benefício irregular

Servidor aposentado também recebeu multa de R$ 80 mil; decisão da Corte foi tomada em setembro deste ano

21/10/2025 às 15h20
Por: Redação Fonte: Redação com informações do Midia Max
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Foto: IMPACTONEWS
Foto: IMPACTONEWS

Um ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que chefiava a agência de Deodápolis foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 680.198,30 aos cofres públicos e a pagar multa de R$ 80 mil. A decisão foi proferida pela 1ª Câmara da Corte em 16 de setembro, após análise de um processo que apurou falhas na concessão e manutenção de um benefício previdenciário.

De acordo com o relatório, o caso teve origem em janeiro de 2006, quando um morador solicitou auxílio-doença na unidade do INSS. O pedido foi aprovado meses depois por uma servidora da agência, sob a gestão do então chefe. Mesmo após a constatação de irregularidades em 2008, o pagamento do benefício seguiu normalmente e, em 2009, foi convertido em aposentadoria por invalidez.

Segundo reportagem do portal Midiamax, a situação voltou a ser questionada em 2014, quando o beneficiário pediu acréscimo de 25% no valor por precisar de acompanhante. A gerência executiva do INSS detectou o erro e iniciou um processo interno que levou à suspensão dos repasses em novembro de 2017. No total, o segurado havia recebido R$ 483.058,12, quantia atualizada em 2024 para R$ 680.198,30.

A defesa dos servidores argumentou que o caso já estaria prescrito e que a continuidade dos pagamentos dependia de perícia médica oficial. O ministro Benjamin Zyngler, relator do processo, reconheceu a prescrição apenas para a servidora responsável pela concessão, mantendo a responsabilização do ex-chefe da agência, atualmente aposentado e residente em Campo Grande.

Em seu voto, o ministro destacou que o ex-servidor não tomou as providências necessárias para verificar a legalidade do benefício, que acabou sendo transformado em aposentadoria por invalidez de forma indevida. A decisão impõe a devolução dos valores e a multa, mas não impede que ele volte a ocupar cargos públicos.

Até esta terça-feira (21), o ex-servidor ainda não havia sido notificado oficialmente da sentença.

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