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Na Alems, Lia Nogueira reage ao 24º feminicídio em MS

“Podem nos chamar de loucas, se for por apontar a ferida e lutar pelos direitos das mulheres. Quantas vezes for preciso, estaremos prontas para recomeçar”, concluiu.

28/08/2025 às 17h47
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Na Alems, Lia Nogueira reage ao 24º feminicídio em MS

 
Mato Grosso do Sul chegou nesta semana à triste marca de 24 feminicídio em 2025. O caso mais recente ocorreu na última quarta-feira (27), em Bataguassu, onde uma vítima foi morta a facadas. O episódio foi mencionado pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) em discurso na Assembleia Legislativa.

Ao comentar o caso, a parlamentar reforçou que “nenhuma mulher gosta de apanhar” e destacou que a agressão, muitas vezes, se perpetua pela falta de independência financeira das vítimas. Lia Nogueira defendeu a ampliação de políticas públicas que garantam autonomia e condições de liberdade. “É por isso que precisamos dar oportunidades, para que as mulheres possam reconstruir suas vidas e criar seus filhos longe dos agressores”, afirmou.

Entre as medidas em vigor, a deputada ressaltou a iniciativa do Governo do Estado, com a implantação do programa Recomeço, além do projeto de lei, de autoria da parlamentar e sancionado pelo governador Eduardo Riedel (PP), que incentiva a contratação de mulheres em situação de violência doméstica. Para ela, essas ações são essenciais para quebrar o ciclo de dependência e oferecer condições reais de emancipação.
Ainda durante a sessão ordinária, Lia Nogueira apresentou uma moção de congratulação à investigadora Kelly Amarildo do Nascimento, da Delegacia de Atendimento à Mulher de Três Lagoas, que no último dia 26 impediu que um caso de violência doméstica terminasse em feminicídio.

A policial interveio com firmeza diante do agressor que ameaçava a vítima em via pública, resultando na prisão em flagrante.
Para a deputada, que também participou do encerramento da campanha Agosto Lilás, na Assembleia Legislativa, o episódio simboliza o modelo de enfrentamento que precisa ser fortalecido em Mato Grosso do Sul. Esse modelo, segundo ela, deve garantir uma rede de proteção, acolhimento e repressão, capaz de amparar as vítimas e punir os agressores.

“Podem nos chamar de loucas, se for por apontar a ferida e lutar pelos direitos das mulheres. Quantas vezes for preciso, estaremos prontas para recomeçar”, concluiu.

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