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Apesar do avanço da doença, MS não tem pacientes internados por varíola dos macacos

Conforme último boletim epidemiológico divulgado pela SES, Mato Grosso do Sul soma 80 casos da doença

16/09/2022 às 10h56
Por: Redação Fonte: Midia Max / Clayton Neves
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Apesar do avanço acentuado da varíola dos macacos em , o Estado não tem pacientes que precisaram ser internados por conta da doença. De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), todos os pacientes com diagnóstico positivo e que estão com o vírus ativo seguem em isolamento domiciliar.

Para o setor de saúde, a forma branda - como os sintomas da varíola dos macacos têm se apresentado - traz certa tranquilidade sobre a ocupação de  nas unidades de saúde. Com o aparecimento da doença, uma das preocupações foi que o sistema fosse sobrecarregado, a exemplo do ocorrido durante os surtos da pandemia da covid-19.

Recentemente, o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho, informou que, em Campo Grande, a Prefeitura não havia destinado leitos específicos para a doença em razão da baixa procura pelos contaminados. Mesmo assim, o secretário apelou para que a população continue a se proteger.

Conforme último boletim epidemiológico divulgado pela SES, Mato Grosso do Sul soma 80 casos da varíola dos macacos. Além disso, outras 62 pessoas estão com caso sob investigação e quatro são prováveis.

Os casos positivos estão distribuídos em Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Aparecida do Taboado, Itaquiraí, Maracaju, Ponta Porã e Três Lagoas. Os sintomas mais relatados pelos pacientes foram feridas na pele (85,7%), febre súbita (60,7%) e inchaço dos gânglios (56%).

A infecção pelo vírus se dá de três formas: em contato com um macaco infectado com o vírus, com outra pessoa doente e também com materiais contaminados. De pessoa para pessoa, o vírus é transmitido no contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.

Portanto, as formas mais comuns de contágio são as seguintes:

• do contato com roupas ou lençóis (como roupas de cama ou toalhas) usados por uma pessoa infectada; 

• do contato direto com lesões ou crostas de varíola de macaco; 

• da exposição próxima à tosse ou a espirro de um indivíduo com erupção cutânea de varíola. 

Sintomas e prevenção da varíola dos macacos

Segundo as autoridades, o período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias e os sintomas costumam aparecer após 10 ou 14 dias. Além das erupções cutâneas, a varíola dos macacos causa dores musculares, na cabeça e nas costas, febre, calafrios, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos.

Em nota emitida na semana passada, o Ministério da Saúde afirma que o melhor método de prevenção para o contágio é reforçar a higiene das mãos e ter cuidado no manuseio de roupas de cama, toalhas e lençóis usados por pessoas infectadas.

Vale ressaltar que não há tratamento específico para a doença ou vacina contra o vírus, no entanto, a vacina padrão contra varíola também protege contra esse vírus. A varíola foi erradicada no mundo em 1980.

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