
“O que eu quero é paz em meu coração e para nossa família. Deixemos os mortos em descanso”. O comentário é de Linda Rafaat à respeito da violação do túmulo do irmão, o narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, que continua enterrado no cemitério Cristo Rei, em Ponta Porã – cidade a 346 quilômetros de Campo Grande.
À época do caso, ainda em julho de 2017, Linda disse ao Campo Grande News que havia suspeito de tentativa de furto de algo de valor que estivesse no túmulo e não um ataque ao corpo.Sinais de violação foram encontrados no local e a Polícia Federal foi acionada logo em seguida.
A reportagem apurou que funcionários do cemitério ainda teriam ajudado na exumação, mas foi constatado que o corpo permanecia no local, intacto. Quanto às investigações da própria PF de Mato Grosso do Sul que apontam que integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) teriam desenterrado o caixão e ateado o fogo no corpo, Linda evitou dar mais comentários.
“Se foi a Polícia Federal que fez declarações à respeito disso, não me cabe comentar”, conclui.
Violação - Elton Leonel Rumich da Silva, o "Galã", um dos principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraguai, é quem teria ordenado que integrantes da facção violassem o túmulo do narcotraficante, morto a tiros de metralhadora calibre 50, em junho de 2016.
A violação aconteceu em 15 de junho de 2017, exato um ano após a execução de Rafaat, considerado o chefe da fronteira até sua morte. Em celulares apreendidos no mesmo dia, os policiais encontraram conversas em que “Galã” orienta os comparsas a sumirem com o caixão para “causar pânico e demonstrar que eles estavam fortemente na pista”.
Além de Lucas, Jonathas Carlos Gonzales, conhecido como Zóio e Luiz Henrique da Silva, o Batata, foram identificados como autores do crime através de imagens encontradas nos aparelhos. Desde a morte do narcotraficante, Elton Leonel é apontado pela polícia como o mandante do crime.
Execução - Em um ataque cinematográfico, arquitetado por Galã, Rafaat foi morto a tiros de metralhadora calibre 50, que perfuraram a blindagem do seu utilitário Hummer preto. O atirador, o também brasileiro Sérgio Lima dos Santos, foi ferido na boca por um dos seguranças de Rafaat e acabou preso.
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