
Uma operação que integrou Polícia Militar, Guarda Municipal e Conselho Tutelar, visitou estabelecimentos e fez rondas pela reserva indígena de Dourados na noite de sábado (15). O local foi palco para cinco mortes em uma semana.
Conforme apurado pelo Dourados News, a ação é resultado de determinação do Ministério Público Estadual. Não houve prisões durante as abordagens.
Não foi divulgado pela polícia a proposta da ação, porém, as imagens cedidas à reportagem mostram as equipes policiais visitando comércios de bebidas dentro da aldeia.
MORTES
Em uma semana, a reserva foi palco para cinco assassinatos cometidos com requinte de crueldade.
O primeiro caso aconteceu na sexta-feira (7), quando os corpos de Rosilene Rosa Pedro, 34, e Osvaldo Ferreira, 38, foram encontrados dentro da casa onde moravam com o filho. Naquela madrugada eles foram assassinado com golpes de facão e a mulher ainda foi violentada por um dos criminosos.
A dupla acusada no crime foi presa e, segundo investigadores, o motivo seria o receio de que Rosilene e Osvaldo revelassem algo sobre outro crime ocorrido anteriormente na aldeia.
Já no dia 12 de junho, um corpo foi encontrado em um poço desativado na Reserva Indígena, sendo posteriormente identificado como Júnior Abraão da Silva, 22.
O crime foi motivado por ciúmes, conforme apurou a polícia. Um adolescente de 16 anos foi apreendido e Maycon Oliveira de Souza, 20, acabou preso pelo crime. A vítima mantinha relacionamento com a atual namorada de Maycon, que, com ciúme, combinou com o menor de matá-lo.
Já nesta sexta-feira (14), Josias da Silva Machado, 48, e Pedro Avila Morales Filho,19, respectivamente tio e sobrinho, foram assassinados na Reserva Indígena, próximo a Missão Caiuás.
Conforme mostrado pelo Dourados News, a suspeita que o duplo homicídio tenha sido realizado por grupo de três ou quatro pessoas.
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