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Vereadora volta a ser convocada para testemunhar no caso Idenor e diz ser vítima de manobra

Questionada, a parlamentar voltou a dizer que ela não tem com o que contribuir, já que os supostos esquemas duraram até 2015, período ao qual ela ainda não exercia a atividade política

13/04/2019 às 07h02
Por: Redação Fonte: Dourados News
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A vereadora Daniela Hall (PSD) deixou claro que não vai atender a convocação da comissão processante que investiga e pode resultar na cassação de Idenor Machado (PSDB), preso em dezembro por participar de suposto esquema de corrupção investigado no âmbito da Operação Cifra Negra. Ela foi chamada pela 2ª vez, agora, como informante do caso, mas reafirmou o posicionamento resistente.

Em entrevista ao Dourados News, a parlamentar disse que juridicamente está amparada e que não abrirá mão do direito de julgar os casos.

“Como vereadora tenho o papel de julgadora em casos políticos-administrativos. Assim, a lei me ampara a não prestar depoimento. Testemunha não pode ser juiz e juiz não pode ser testemunha”, enfatizou.

Daniela esteve a frente da Casa de Leis durante o biênio 2017/18. Ela acredita que a intenção dos vereadores da comissão processante seja gerar conexões entre ela e o caso de Idenor, investigado por integrar um suposto esquema de corrupção por fraudes licitatórias na Câmara de Vereadores de Dourados.

“Eu sinceramente acho que a única intenção seja linkar a minha imagem e retaliar pelo meu posicionamento. Acredito que eles estejam fazendo isso para conseguir um jeito de anular o processo e eu não vou abrir mão do meu posicionamento. Eu quero que se investigue, eu quero julgar”, disse Daniela, alegando ser vítima de manobra. 

Questionada, a parlamentar voltou a dizer que ela não tem com o que contribuir, já que os supostos esquemas duraram até 2015, período ao qual ela ainda não exercia a atividade política. Apesar disso, a denúncia do Ministério Público Estadual analisa o fato até dezembro de 2018, quando Daniela ainda presidia a Casa Legislativa.

Sobre isso, a legisladora afirmou que a investigação não tem relação com a execução dos contratos com as empresas envolvidas, todos mantidos durante o mandato dela como presidente da Mesa. “A investigação apura o pagamento de propina aos vereadores afastados. Isso é referente a um período que nem vereadora eu era. Não tenho o que falar sobre isso”, garantiu.

Em contato com o presidente da comissão, Jânio Miguel (PR), a reportagem foi informada que desta vez Daniela foi acionada para contribuir como informante. Na primeira, ela seria testemunha no caso, mas protocolou pedido de dispensa e não compareceu. 

Segundo o parlamentar, nesse novo formato, a vereadora passa a ser obrigada a depor. Jânio confirmou que o encontro com Daniela ficou marcado ainda para este mês.

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