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Maracaju
PM pode ter sido morto por “atuação firme e corajosa” contra o crime organizado em Maracaju
Apesar da identificação dos cinco acusados, os delegados Amylcar Eduardo Paracatu Romero e Glaucia Fernanda Valério, não descartam a possibilidade de existirem mais envolvidos no crime
13/02/2019 10h31
Por: Redação
Fonte: Dourados News
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O policial militar Juciel Rocha Professor, executado a tiros na cabeça e costas na madrugada de domingo (10), pode ter sido morto com “atuação firme e corajosa” contra o crime organizado em Maracaju. 

Segundo nota oficial do Ministério Público Estadual, Fabiano Alves Ferreira, Eduardo Rocha Cavanha, Patrique Cáceres do Carmo e Maicon Barbosa Belo, presos sob acusação de participação no crime, seriam integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Além deles, um quinto integrante do bando acabou morto após confronto com agentes do Batalhão de Choque, que logo depois da morte do PM saíram às ruas para localizar suspeitos.

“Apurou-se que os presos já possuíam condenação criminal anterior, tendo um deles saído há cerca de 22 dias da cadeia, e juntos, elucubravam a morte do policial, segundo o modus operandi da facção criminosa "PCC", que é a associação com grupos criminosos locais, os quais oferecem pessoal e recebem em troca, armas, modo de agir e drogas”, afirma a nota.

Apesar da identificação dos cinco acusados,  os delegados Amylcar Eduardo Paracatu Romero e Glaucia Fernanda Valério, não descartam a possibilidade de existirem mais envolvidos no crime. As investigações seguem em andamento.

Durante audiência de custódia, nenhum dos presos alegou inocência ou se disse injustiçado, ao contrário, todos eles fizeram pedido ao juiz para que fossem encaminhados para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, reduto, sabidamente, da facção criminosa.

O sepultamento do policial militar aconteceu na tarde de ontem (12). Segundo o Maracaju Speed, o evento reuniu cerca de 500 pessoas no velório, realizado na Câmara Municipal da cidade. Às 16h o corpo foi enterrado.

Ainda segundo o site, o evento fúnebre foi marcado por emoção e pedido de justiça. O caixão foi transportado em cima de uma viatura do Corpo de Bombeiros em carreata que reuniu integrantes das forças policiais que atuam na cidade.

O CASO

Na madrugada de domingo (10), o policial militar Juciel Rocha Professor estava com a namorada e amigos em uma lanchonete quando desconhecidos se aproximaram por trás e assassinaram o agente a tiros. 

Sem possibilidade de reação, Juciel foi atingido com tiros nas costas e na cabeça. Ele morreu na hora. 

Após o fato, policiais de Campo Grande foram para Maracaju e junto com equipes de lá, incluindo Polícia Civil e Departamento de Operações da Fronteira (DOF), chegaram aos suspeitos.

Um dos envolvidos no crime foi preso por policiais militares da cidade, outro por policiais civis, um pelo Batalhão de Choque e outro se entregou na delegacia. Um quinto integrante do bando foi morto em confronto.

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