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Mato Grosso do Sul tem a segunda menor taxa de desocupação do Brasil

30/04/2018 às 14h55
Por: Redacao Fonte: Dourados News
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%BANNER%O mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul foi um dos que mais geraram emprego nos últimos três anos. Isso refletiu tão positivamente que Mato Grosso do Sul teve a segunda menor taxa de desocupação do Brasil. Em dois anos, por conta de empreendimentos atraídos pela política de incentivos fiscais do Estado, foram criados 18 mil novos postos de trabalho.

A tendência de queda na taxa de desocupação, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) foi apontada pela divulgação da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) desde o primeiro trimestre de 2017, revelando no quarto trimestre de 2017 uma redução da taxa de desocupação para 7,3%, segunda mais baixa do pais, junto com o Estado do Mato Grosso, atrás apenas do Estado de Santa Catariana com 6,3%, e bem abaixo da taxa de desocupação brasileira que mesmo em queda ainda apresenta valores de 11,8 verificados neste mesmo trimestre.

A força de trabalho também mudou o seu perfil, conforme aponta levantamento da Semagro, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A geração de empregos em número considerável em plena retração da economia, segundo os técnicos, foi favorecida pela política de incentivos fiscais e programas de estímulo às cadeias produtivas. De 2015 a 2017, segundo o Governo do Estado, 126 novas empresas se instalaram em Mato Grosso do Sul, não apenas nos tradicionais polos industriais, mas em todas as regiões. Os investimentos passam de R$ 41 bilhões. Essas empresas garantiram 18 mil empregos.

Para o governador Reinaldo Azambuja, “o progresso social tem que avançar na esteira do desenvolvimento econômico. O emprego é condição primordial para as empresas concorrerem aos benefícios fiscais. O papel do Estado e promover o desenvolvimento e assegurar melhores condições de vida para a população. Melhorar as condições de vida é investir na saúde, educação, segurança, habitação, criar condições para que a economia cresça e gere empregos”.

A diversificação da base econômica abriu o leque de oportunidades e esse processo está sendo benéfico também para a qualificação dos trabalhadores. Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro, as mudanças no mercado de trabalho brasileiro alteraram a composição do emprego em Mato Grosso do Sul.

“Historicamente, o Estado tinha por característica a uma estrutura de emprego voltada para atividades ligadas diretamente a agropecuária. Com essas mudanças a exigência de qualificação no mercado de trabalho aumentou e a participação do emprego de faixas de maior qualificação também”, observa Verruck, notando que além do aumento da mão de obra qualificada, a quantidade de pessoas ocupadas dentro da economia vem crescendo mesmo em meio à crise econômica brasileira em razão das alternativas de um mercado cada vez mais diverso e a inovação tecnológica na cadeia do agronegócio.

Caiu a taxa de desocupação de um lado e, de outro, o mercado passou a absorver mais trabalhadores qualificados. A agropecuária também ajudou a derrubar a taxa de desocupação garantindo mais vagas no setor produtivo.
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