Recurso de PRF que matou empresário em briga de trânsito será julgado no próximo mês
Ricardo Sun Moon passou de policial a réu na madrugada do dia 31 de dezembro de 2016
29/03/2018 às 11h05
Por: RedacaoFonte: Midia Max
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Será julgado pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) no dia 5 de abril, recurso da defesa do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, para que ação que Moon responde por homicídio seja transferida para a Justiça Federal. Esta é a terceira vez que o pedido será analisado pelos desembargadores. O policial é responsável pela morte do empresário Adriano Corrêa, morto a tiros na madrugada do dia 31 de dezembro de 2016 durante briga de trânsito, em Campo Grande.
No entendimento da defesa, Ricardo já estava estava exercendo a função de policial federal no momento em que Adriano foi morto, e por este motivo, o caso torna-se jurisdição da Justiça Federal. “Quando um policial sai de casa para trabalhar ele já é policial, por isso entramos com recurso para que o Ricardo seja julgado pela Justiça Federal, já que ele é servidor da PRF”, explicou o advogado Renê Siufi, que representa o suspeito.
A primeira solicitação de mudança aconteceu no dia 10 de maio de 2017. A segunda, veio cinco meses depois, em setembro. Nos dois pedidos, negados pela Justiça, a defesa apresentou a mesma justificativa, que no dia dos fatos Ricardo estava no exercício de sua função e “agindo dentro dos limites de sua atuação, para manter a segurança e preservação da vida em via pública”.
Ressaltou, ainda, que Moon estava em” horário de serviço, a caminho de seu posto de atuação trajando o uniforme da corporação”, apesar de usar outra camiseta por cima da vestimenta da PRF. Além disso, identificou-se como Policial Rodoviário Federal, o que o qualifica para atuar em nome da instituição. Sendo assim, que deveria ser processado pela Justiça Federal.
Ricardo Sun Moon passou de policial a réu na madrugada do dia 31 de dezembro de 2016, quando se envolveu em uma confusão no trânsito, e atirou contra Adriano e as outras duas pessoas que estavam com ele no carro, Agnaldo Espinosa da Silva e o enteado de 17 anos. O empresário morreu na hora. Moon alegou legítima defesa, versão que não prosperou nem no inquérito da Polícia Civil nem na análise do Ministério Público Estadual.
Uma reconstituição com todos os envolvidos e também testemunhas foi realizado no dia 11 de janeiro de 2017. Na data, Moon estava preso em virtude a um mandado de prisão preventiva, mas no dia 1º de fevereiro, ele ganhou a liberdade.
%BANNER%Duas audiências já foram realizadas e Moon ouvido. Em depoimento ele mantém a versão de que seria atropelado e só por isso atirou no empresário. O policial também afirma que se apresentou como policial e que estava com a ‘vestimenta sereia’, ou seja, metade fardado e metade à paisana, é um procedimento de praxe na corporação.
A suposta invasão do prédio da Coordenadoria Geral de Perícias e falsificação de provas também são investigadas no processo da morte de Adriano. O achado de dois maçaricos, parecidos com armas de fogo, dentro da caminhonete Toyota Hilux do empresário, dias depois da perícia feita no veículo, levantou as suspeitas e resultou em nova investigação. A justiça chegou a pedir a quebra de sigilo telefônico da perita responsável pelo caso para esclarecer os fatos.
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