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Consciência Negra é tema de debate em Seminário de Educação

O índio terena Aguilera de Souza é graduado em Pedagogia pela Unigran

23/11/2017 às 10h51
Por: Redacao Fonte: Dourados News
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O Seminário sobre Relações Étnico-raciais na Educação foi realizado como fechamento da disciplina que leva o mesmo nome, ministrada pela professora Terezinha Bazé de Lima, do curso de Pedagogia da Unigran. Seis grupos apresentaram seus trabalhos aos demais colegas, todos com temas voltados para a pluralidade cultural e étnico-racial. 

Conforme explica Bazé, a disciplina foi ministrada através de mídia virtual em uma plataforma do Centro de Educação Aberta e a Distância – Cead. Esse ano a disciplina desenvolveu uma metodologia ativa, diferente dos anos anteriores. “Os alunos levantaram uma problematização dentro de uma temática maior, todos os temas foram em torno da discussão étnico-racial e depois da pesquisa teórica os alunos foram na prática buscar uma resposta que pudesse textualizar as teorias estudadas”, afirma. 

Para Elisabete Velter Borges, coordenadora do curso de Pedagogia da Unigran, discutir as diferenças étnico-raciais dentro da sala de aula é questão fundamental, já que todos que estão matriculados no curso, além de formadores de opinião, irão instruir crianças, jovens e adultos, famílias inteiras. As diretrizes curriculares do curso de Pedagogia abordam a questão da pluralidade cultural e também das questões étnico-raciais. “Nós estamos formando futuros educadores, pedagogos, profissionais que serão formadores de opinião e que, consequentemente, deverão preparar e instruir alunos e o preconceito é uma palavra que vamos tentar destituir do nosso dia a dia, ou seja, a valorização de todas as culturas para a área da educação”, frisa. 

O índio terena Aguilera de Souza é graduado em Pedagogia pela Unigran, pós-graduado e especializado nas Questões Étnicas, ministra aulas na disciplina de Prática em Educação Indígena. Segundo ele, que traz no sangue a cultura Guarani, é preciso trazer cada vez mais a tradição indígena com enfoque nas questões culturais e diferenças étnicas do Brasil. “A educação é o caminho e precisamos conhecer cada vez mais as questões indígenas, dos negros, da minoria. Temos que adquirir bagagem através do conhecimento, que a sociedade enxergue a classe indígena cada vez mais e que nossas tradições sejam vistas com mais frequência”, destaca.

Para finalizar, Bazé explanou sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, data em que os bandeirantes invadiram Palmares, comunidade Quilombola comandada por Zumbi e o mataram. Conta a história que, após a Lei Áurea ser assinada pela Princesa Isabel em 1888 e os escravos libertos, Zumbi os reuniu em Palmares, formando a comunidade Quilombola, onde além de escravos, índios e a comunidade menos favorecida foram alfabetizados e aprenderam um ofício. “Está comprovado por pesquisas que através da educação nós vamos amenizar a questão de descriminalização e do preconceito e é essa a nossa busca constate”, enfatiza a professora. 
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