Exames confirmaram que botulismo foi a causa da morte dos 1.100 bovinos em propriedade rural no município de Ribas do Rio Pardo, ocorrida na semana passada. Em nota técnica divulgada nesta sexta-feira (11), a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) e a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS) informam que os animais sofreram infecção alimentar.
Com relação às amostras da silagem de milho fornecida aos bovinos do confinamento, os primeiros resultados dos ensaios laboratoriais demonstraram a presença das toxinas botulínicas tipo C e D, confirmando a suspeita inicial do setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
"A presença destas toxinas no alimento dos animais, somada à investigação clínico-epidemiológica realizada na propriedade rural, permite a conclusão do caso com o diagnóstico de botulismo", diz trecho da nota.
Os órgãos, porém, frizam que "a bactéria produtora da toxina, está normalmente presente no ambiente e depende de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, tais como matéria orgânica, alta umidade e anaerobiose, o que pode ser evitado com boas práticas e cuidados na formulação, conservação e armazenamento dos alimentos a serem fornecidos aos animais".
O caso
Na tarde de segunda-feira (7),um pecuarista teve prejuízo de mais de R$ 2 milhões com a morte de 1.100 animais que estavam confinados na fazenda Marca 7, localizada no município de Água Clara. A suspeita de botulismose confirmou, confira aqui.
A doença ataca o sistema nervoso do animal provocando paralisia motora e o período de incubação é de uma semana a oito dias.
A gravidade da doença está diretamente ligada à quantidade de toxinas que o animal ingeriu e pode ser dividia em quatro graus: Super aguda, Aguda, Subaguda e Crônica. Os principais sintomas são anorexia, falta de coordenação e ataxia.
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