Milhares de trabalhadores participaram da greve geral contra as reformas previdenciária, trabalhista e a terceirização, hoje em Campo Grande. A estimativa dos organizadores é que pelo menos 50 mil pessoas estiveram no ato. A maior concentração foi na área central durante caminhada pelas principais ruas. A PM fala em 10 mil.
As ações começaram cedo. Às 5h a saída dos ônibus foi bloqueada com a participação e apoio dos próprios funcionários; Repartições públicas também sequer abriram e o comércio central fechou as portas em solidariedade ao movimento. Diversos segmentos também paralisaram suas atividades como servidores públicos (municipal, estadual e federal), bancos e correios.
Trabalhadores da indústria da construção civil também paralisaram as obras nos canteiros e em pelo menos dois locais houve conflitos com seguranças que tentaram impedir a manifestação.
No final da caminhada, que terminou por volta das 11 horas, na Praça do Rádio.
META ALCANÇADA
Elvio Vargas, líder do Comitê Estadual Contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista (formada por todas as centrais: Força, CUT, CTB, CSB, CGTB, NCST, UGT e Conlutas) disse que o povo está consciente das reformas.
"Essa presença maciça neste dia histórico servirá para que as autoridades levem mais a sério o trabalhador brasileiro e respeitem seus anseios e reivindicações. Estamos aqui, firmes, atentos e lembrando aos nossos deputados, senadores, e autoridades do executivo federal, que no ano que vem teremos eleições e iremos, da mesma forma, cobrarmos duro de cada um", afirmou Vargas.
Webergton Sudário, presidente da Fetricon, também saiu otimista com a grandiosidade do movimento em Mato Grosso do Sul. "Ficamos felizes em saber que o povo correspondeu aos nossos chamados porque está consciente do perigo que representam realmente essas mudanças trabalhista e previdenciária, na vida de todos nós", afirmou.
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