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Produção de celulose de MS estaciona e setor espera reação em 2017

21/12/2016 às 09h32
Por: Redacao Fonte: Dourados Agora
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Mato Grosso do Sul produziu, neste ano, 2,9 milhões de toneladas de celulose, mesmo montante registrado em 2015 e que corresponde a aproximadamente 17% da produção nacional. No entanto, para 2017, projeta-se um aumento de até 300 mil toneladas com a entrada em operação da segunda linha de produção da Fibria, no início do quarto trimestre do ano, número que representará um aumento de até 10,34% em relação a 2016.

A estimativa é do presidente do Sinpacems (Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Mato Grosso do Sul), Francisco Valério, completando que, com a conclusão dos projetos de expansão das duas principais empresas do segmento, Fibria e Eldorado, ambas localizada no município de Três Lagoas (MS), a produção de celulose sul-mato-grossense aumentará para cerca de 7 milhões de toneladas por ano.

"Os números são positivos para as indústrias e também para o Estado. Eles representam geração de empregos, aumento na qualidade de vida dos profissionais que atuam no setor, qualificação de mão de obra e investimento social, dentre outros benefícios que reafirmarão a vocação de Mato Grosso do Sul como produtor de celulose e papel", afirmou Francisco Valério.

Atualmente, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems, Mato Grosso do Sul conta com 30 empresas do segmento de papel e celulose em operação, que juntas empregam 3.515 trabalhadores. Além disso, esses funcionários ganham, em média, um salário mensal de R$ 3.349,00, sendo que, somente neste ano, o faturamento do segmento de celulose e papel no Estado atingiu a cifra de R$ 3 bilhões.

Cenário nacional

Em nível nacional, a produção de celulose atingiu, em 2015, algo em torno de 17,3 milhões de toneladas, enquanto em 2016, até o fim do mês de outubro, esse montante já alcançava a marca de 15,4 milhões de toneladas. "Com essa evolução, a previsão é que a produção de 2016 encerre o ano com 18,7 milhões de toneladas, o que representa aumento de 8% em relação a 2015", estimou Francisco Valério.

Ele destaca que essa estimativa é apenas para o mercado de celulose. "O mercado de papel se mantém estável em 2016 e sem alterações significativas para 2017", frisou, completando que os dados nacionais mais recentes de exportação, referentes a 2015, mostram que as vendas externas de celulose cresceram 8,6% em relação a 2014 e totalizaram 11,5 milhões de toneladas.

O volume de papel exportado totalizou 2,1 milhões de toneladas, 11,5% a mais na comparação de 2015 com o ano anterior. O faturamento dos exportadores somou US$ 7,8 bilhões, crescimento de 6,1% em relação a 2014 (US$ 7,4 bilhões). Segundo a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), a Europa se manteve como principal destino da celulose brasileira e foi responsável por aproximadamente 38,5% dessa receita, seguida pela China e América do Norte, respectivamente, com 33,2% e 17,6%. "Os embarques para a China cresceram 8,8% no ano. O balanço de 2016 ainda não está concluído, porém, estamos otimistas", pontuou o presidente do Sinpacems.

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