Ex-prefeito de Aquidauana e ex-deputado estadual, Raul Freixes, que cumpre prisão em regime aberto por desvio de dinheiro, tentou tirar a própria vida na manhã desta sexta-feira (8). Ele está hospedado em hotel, no bairro Amambaí, em Campo Grande, e tomou vários remédios controlados.
Segundo o Correio do Estado, Raul estaria revoltado porque um juiz teria negado alvará de soltura a ele e também com problemas políticos.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram até o local.
Freixes foi levado para a Clínica Campo Grande em estado de sono profundo e, segundo o Corpo de Bombeiros, os sintomas indicam depressão.
Amigo de Raul, que preferiu não se identificar, disse ao jornal que a família tenta internar o político em unidade psiquiátrica, mas até ontem à tarde não havia nenhum leito disponível tanto no sistema público quanto no privado.
DEFESA
Advogado de Freixes, Douglas Oliveira dos Santos, afirma que desde dezembro do ano passado, quando o regime de prisão dele passou para o aberto, Freixes dorme na Casa do Albergado, na Vila Sobrinho.
Todos os dias, às 5 horas da manhã, ele sai e vai direto para o escritório, onde coordena programa de rádio. Na quarta-feira, no entanto, a rotina mudou porque desentendimento familiar levou o político a se hospedar em hotel. O estado de saúde de Freixes piorou e a família tenta a internação.
Há duas semanas, segundo o advogado, a defesa protocolou na Justiça pedido para que Raul cumpra prisão em regime domiciliar, no entanto, embargo de declaração ainda não foi apreciado.
"Ele tem dormido mais no hospital do que na Casa do Albergado, ele está muito mal e a lei de Execuções Penais trata sobre o benefício no caso de doenças graves, que a pessoa precisa ir para regime domiciliar", completa Douglas.
CONDENAÇÃO
O ex-prefeito foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, além da inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública, por desvio de dinheiro enquanto ocupava a prefeitura de Aquidauana.
Além dele, na ação foram condenados outros funcionários da prefeitura em razão da retirada de valores dos cofres públicos. Depois de condenado, Freixes impetrou recurso no Tribunal de Justiça e teve pedido negado, cujo acórdão transitou em julgado em 2012.
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