Os acampamentos montados por índios em dois pontos às margens da Perimetral Norte em Dourados (perto de bairro residencial e em chácaras próximas à Reserva Indígena) e outro em área que abrange propriedades rurais próximas à MS-156 (entre o município e Itaporã), estão aumentando. De acordo com o 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar), o clima continua tenso no local.
O comandante do 3º BPM, tenente coronel Carlos Silva, relatou ao Dourados News nesta quarta-feira (16), que no caso do acampamento às margens da Perimetral que está perto da Reserva, que é o maior deles, estão chegando pelo menos uma ou duas famílias indígenas "novas" todos os dias, vindas de fora de Dourados, para aumentar o acampamento. "As informações que temos é de que estão vindo mais famílias", afirma.
Ele relata ainda que os acampamentos menores, próximo à MS-156 e na Perimetral perto de bairro residencial, a quantidade de índios tem aumentado também gradativamente. O comandante disse que como não se trata de uma atuação direta da PM, não possui a informação do quantitativo de famílias que existe em cada localidade.
No entanto, ressaltou que o 3º BPM tem feito rondas nas proximidades, dentro da ação que compreende sua área de atuação. Também tem prestado apoio à PF (Polícia Federal) que, segundo o comandante, tem a responsabilidade em casos que envolvem conflitos de terra.
No final de semana, policiais militares acompanharam a PF em averiguações nas áreas. Na ocasião, os policiais federais já teriam levado pelo menos cinco índios para prestar depoimento e que também ouviria fazendeiros nas próximas ações.
Há ainda relatos de violência, tanto por parte dos índios quanto por produtores, e de reações de hostilidade à presença de policiais, conforme noticiou o Dourados News no início desta semana, relembre aqui.
As invasões começaram no final do mês de fevereiro, começando pela área na Perimetral próxima à Reserva, depois no ponto próximo a bairro de residências e, por último, às margens da MS-156. Essas três áreas juntas abrangem, pelo menos, sete propriedades.
O 3º BPM e a Polícia Federal, seguem monitorando os locais. De acordo com Silva, a polícia militar só interfere no sentido de retirar os índios das áreas a partir de decisão judicial. Caso a Justiça Federal conceda reintegração de posse ao produtor rural, por exemplo, essa deve ser encaminhada à Polícia Federal por se tratar de conflitos de terra, que por sua vez, solicita apoio à PM que tem contingente maior de policiais para a ação.
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