Os caminhoneiros em Dourados não devem aderir ao novo manifesto da categoria que acontece em vários Estados do país e em algumas cidades de Mato Grosso do Sul desde o início desta segunda-feira (09). O motivo, segundo o caminhoneiro Evandro Salomão que participou do [movimento ocorrido na cidade em fevereiro e abril, é a falta do apoio da comunidade notada no primeiro ato.
“Não vamos fazer nada desta vez, pois no outro manifesto ficamos sozinhos, a população não apoiou algo que na verdade não é uma luta só nossa, e sim de todos. Na hora de fazer algo ninguém abraça a causa de fato, pois é muito fácil apoiar de longe, mas participar realmente não foi quase ninguém”, citou.
De acordo com Evandro, a categoria atualmente não debate a possibilidade de apoiar o ato e espera que os locais que não participaram no outro momento, dessa vez o faça. Mesmo assim, segundo ele, os profissionais acreditam que o movimento é válido e importante.
“Estamos quietos em relação a isso. Vamos deixar para os Estados que não participaram para que dessa vez façam [o manifesto], pois isso é sim fundamental para mostrar o descontentamento”, disse.
No ato que ocorreu em Dourados em abril, participaram caminhoneiros autônomos e proprietários de transportadoras. O bloqueio ocorreu no Trevo da Bandeira por vários dias relembre aqui.
O movimento atualmente não tem apoio da Confederação Nacional dos Transportes Autônomos que afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. O Dourados News tentou contato com o Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos) em Dourados para um posicionamento sobre a questão, porém sem sucesso.
Dois pontos de bloqueio em MS
Os caminhoneiros realizaram bloqueio em apoio ao movimento nacional no Estado em Maracaju - BR 267, Km 367 - e em Nova Andradina confira aqui. Em ambos os trechos, caminhões se posicionaram no acostamento e impediram a passagem de veículos de carga.
Dentre as reivindicações estão a redução no preço do óleo diesel, criação do frete mínimo e a maioria se posiciona também contra o atual governo.
O bloqueio terminou por volta das 19h. Na manhã desta terça-feira, não há, por enquanto, rodovias fechadas.
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