A peça orçamentária para 2016 foi entregue hoje (15) pela manhã para apreciação dos vereadores de Dourados com previsão de R$ 850 milhões a serem gastos durante o próximo ano, valor em torno de 10% maior que os R$ 770 milhões do ano passado. Apesar do aumento no geral, a saúde receberá R$ 5 milhões a menos.
No orçamento de 2015, foram R$ 248,8 milhões destinados para o setor, relembre aqui. Já nessa nova proposta, a quantia é de R$ 243 milhões, desse total, R$ 20 milhões são da Funsaud (Fundação de Saúde de Dourados).
O Dourados News entrou em contato com o contador da Secretaria de Saúde, Antônio Carlos Quequeto, que não soube explicar o motivo da redução e resumiu que a previsão é feita de acordo a expectativa de receitas oriundas do governo federal, Fundo Municipal de Saúde e ainda de recursos próprios da prefeitura.
“A diferença em relação ao passado não é tão grande, essa redução é causada por muitos fatores eu não sei dizer ao certo quais seriam. A previsão é feita em cima da expectativa de receita de portarias federais. Teria que fazer uma análise mais profunda para explicar. Como disse esse orçamento é uma previsão”, disse o contador.
De acordo com a prefeitura, a proposta orçamentária está de acordo com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) encaminhada em abril e já aprovada pela Câmara de Vereadores.
Agora, de acordo com o presidente da Casa, vereador Idenor Machado (DEM), cópias da peça serão distribuídas às comissões da Câmara para que os vereadores façam as análises. Em três sessões, o orçamento será votado até o final do ano para a aplicação no ano que vem.
Outros valores
Apesar da saúde mostrar diminuição de recursos destinados, a educação terá acréscimo em relação ao ano passado, passando de R$ 171 milhões para R$ 193,55 milhões, para o Previd (Instituto de Previdência Social dos Servidores) são R$ 72 milhões.
A Secretaria de Planejamento receberá R$ 68,99 mi, enquanto Serviços Urbanos terá R$ 53,63 milhões. R$ 23,27 milhões serão para a Administração, R$ 21,45 milhões para a Câmara Municipal, R$ 19 milhões para a Agricultura Familiar e Economia Solidária e R$ 17,64 milhões para a Infraestrutura e Desenvolvimento.
Em torno de R$ 24 milhões estão previstos para as áreas da assistência social. O total previsto para a aplicação em obras é de R$ 42 milhões.
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