O assassinato do ex-prefeito de Ponta Porã e ex-deputado estadual, Oscar Goldoni, na manhã de ontem (15), despertou discussão sobre a segurança na fronteira durante a sessão desta quarta-feira (16) na Assembleia Legislativa. A Casa de Leis recebeu na semana passada o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho, que firmou compromisso de discutir ações conjuntas entre a União e o Legislativo para consolidar o Plano Nacional de Fronteiras.
O presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), Mochi lembrou que era prefeito na mesma época em que Goldoni exerceu o mandato de deputado federal e que, por duas vezes, ele destinou recursos de emendas ao Orçamento da União para o município de Coxim administrado pelo peemedebista. Juntos os parlamentares enviaram moção de pesar à família da vítima. Eles fizeram, ainda, um minuto de silêncio.
Segundo dados divulgados no último dia 9 pelo próprio TCU, o contrabando causa prejuízo de cerca de R$ 100 bilhões anuais ao setor privado. Além disso, a falta de política coordenada entre agentes público nos 27% do território nacional composto por 16 mil km de fronteira seca no Brasil, favorece o crescimento das atividades ilegais que também incluem tráfico de drogas e de armas.
Enlutado – O Governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), decretou luto de 3 dias por conta da morte do ex-prefeito, conforme publicação no Diário Oficial de hoje. Em nota, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Juvenal Neto (PSDB), também lamentou o ocorrido.
"Em nome dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul, a Assomasul lamenta o passamento do empresário e ex-prefeito de Ponta Porã, Oscar Goldoni. É com pesar que vimos nos solidarizar com a família enlutada, a quem encaminhamos as nossas condolências”, destaca a nota.
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