Uma mãe douradense corre contra o relógio a procura de meios para conseguir recursos e custear o tratamento do filho Iran, de dois anos e oito meses, que sofre de paralisia cerebral e autismo. De acordo com a mãe Lene Assunção Anderson, que é policial militar e hoje aposentada para cuidar do filho, há mais de seis meses entrou em contato com o Better Being Hospital, localizado em Banguecoque, Capital da Tailândia, para realizar o procedimento de implantação de células tronco no filho.
“Estou correndo contra o tempo, pois desde que ele foi diagnosticado busco me informar sobre o que posso fazer para que ele seja curado. Aqui no Brasil esse procedimento é considerado crime, apenas pode ser feito experiências, mas tem que entrar na fila e aguardar, mas meu filho não tem muito tempo para isso. Fiz pesquisas na internet e consegui o contato de outras mães que foram para lá e os filhos voltaram curados e outros tiveram uma melhora significativa e é isso que busco para o meu pequeno Iran”, explica a mãe.
Para custear o tratamento do filho em outro país, ela precisa de R$ 160 mil. O valor já está incluso, passagens para ela o filho e o esposo e também tratamento, alimentação e hospedagem. Para conseguir a quantia ela juntamente com familiares e amigos estão vendendo rifas de aparelhos eletrônicos, camisetas e também espetinhos na própria casa.
“É um valor alto, estou vendendo até a minha casa, mas não posso esperar, pois está difícil e preciso do dinheiro logo, antes dele completar 3 anos, pois o tratamento pode não ter o mesmo resultado com essa idade” desabafou Lene.
O tratamento segundo a mãe, funciona da seguinte forma, ela entrou em contato com o hospital e enviou todos os exames necessários para que seja analisado se a criança estaria apta e se tem células, que são retiradas do cordão umbilical dos bebês logo que nascem e congeladas. Em seguida a criança se interna no hospital e a cada cinco dias durante um mês, recebe uma injeção (com as células) na coluna, por esse motivo que o pequeno tem que ficar internado, para receber todo o cuidado necessário para o tratamento ser eficaz.
“Até o momento eu consegui arrecadar R$ 10 mil, por isso estamos desesperados e buscando ajuda de toda forma, pois aqui no Brasil eu não consegui por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) e nem através da Justiça, por ser tratado como crime o procedimento. Como já tive contato com outras mães que realizaram o tratamento de filhos nesse hospital e sei de um caso aqui de Dourados que a família tem condições e levou o filho e teve resultados positivos, tenho a certeza que meu filho também pode ser curado lá”, enfatizou.
Lene e o marido, que trabalha como pedreiro, tem um outro filho com quatro anos de idade, que não apresentou a doença.
As pessoas que desejam ajudar podem adquirir camisetas que estão à venda na comunidade “Ajuda ao Pequeno Iran” na rede social Facebook, Banco do Brasil, agência 391-3 conta 79.095-8 com a titular Lene Assunção Anderson e ainda a venda de espetinhos na rua Prudêncio C. Leite Filho, 195 na Cohab II.
“Estamos fazendo rifas, que também estarão disponíveis para venda esta semana e de segunda a sábado das 17h às 21h vendo espetinho na minha casa também em prol de arrecadar o dinheiro”, disse a mulher.
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