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Servidores do judiciário Federal e MU querem derrubada do veto

30/07/2015 às 08h00
Por: Redacao Fonte: Assessoria
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Servidores continuam com a greve, agora, pela derrubada do veto da presidente Dilma
Rousseff ao projeto - Foto: Divulgação

Os servidores do judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul continuam com a greve, agora, pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto PLC 28/2015, que concede reajuste salarial às categorias. A informação é do sindicato da categoria, o Sindjufe/MS (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul).

Coordenadores da entidade estão divididos entre as capitais, federal, estadual e municípios de MS onde procuram fortalecer o movimento. Em Brasília o objetivo é visitar não só os parlamentares da bancada do Estado, bem como outras lideranças políticas para ajudar nesse processo de derrubada do veto.

Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Coxim, Três Lagoas e Naviraí são algumas cidades onde a paralisação está mais acentuada no interior de MS, informa Antônio César Amaral Medina, coordenador geral do Sindjufe/MS. “Temos feito constantes assembleias e a decisão da maioria dos servidores é pela continuidade da greve até que nossos parlamentares coloquem na pauta e derrubem o veto da presidente Dilma”, afirma o sindicalista.

A expectativa dos servidores é de que já no início de agosto o assunto entre em pauta e seja derrubado para que entre em vigor o reajuste salarial da categoria, aprovado pelos parlamentares por intermédio do PLC 29/2015.

INCONSTITUCIONALIDADE

O Sindjufe/MS critica os argumentos da presidenta Dilma Rousseff que teria vetado o projeto por considera-lo inconstitucional. De acordo com Antônio Medina, esse argumento chega a ser “cômico”, uma vez que a autoria do PLC 28/2015 é do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Como pode o governo fazer essa alegação. Isso chega ser uma afronta ao STF, autor da proposta aprovada pelo legislativo brasileiro. Se alguém tem competência para fazer esse julgamento, de inconstitucionalidade ou não, é o próprio Supremo”, explica Medina.

Os coordenadores do Sindjufe/MS, Medina, Eliezer Inácio de Oliveira, Gabriel Vargas Goulart, Klinger Nepomuceno, José Ailton de Mesquita, José Carlos de Oliveira e Terezinha Triandópolis pedem o empenho dos servidores para que a greve em Mato Grosso do Sul prevaleça até a derrubada do veto. Outros Estados brasileiros também estão paralisados pelo mesmo motivo.

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