Na manhã desta quarta-feira (22), contemplados com as casas do Residencial Dioclécio Artuzi III se reuniram com representantes da CEF (Caixa Econômica Federal) e prefeitura, para mais uma vez tentar um acordo. Agora, os populares podem que sejam entregues os imóveis da maneira que estão, ou seja, inacabados. A reunião aconteceu na agência localizada na avenida Weimar Gonçalves Torres, região central da cidade e contou com aproximadamente 50 pessoas, porém apenas 15 participaram do encontro.
Na ocasião as famílias foram recebidas pelo gerente regional da CEF, Ubiratan Rebouças Chaves e ainda os secretários municipais de Planejamento Luiz Roberto Martins de Araújo e de Infraestrutura Jorge de Lúcia.
Durante o encontro, as famílias expressaram o interesse em entrar no imóvel antes mesmo que a obra estivesse concluída, pois temem o risco de novas invasões e também por conta do tempo que aguardam. Os contemplados do Dioclécio III aguardam desde 2013 para entrar no local.
“A obra estava com 70% concluída, a invasão atrapalhou e atrasou por conta da depredação que aconteceu nos imóveis. Sei que é difícil e mas peço um pouco de paciência para que conseguimos concluir a obra para entregar a vocês. A maneira é a mesma, vamos entregar por quadra”, disse Ubiratan.
Ele disse ainda que, até o final deste mês 25 casas serão concluídas e já disponibilizadas para os sorteados. Os imóveis estão localizados nas quadras 21,22,28 e 29 e o prazo para a entrega, segundo Ubiratan é até o dia 30 de julho. Porém uma data final para que sejam entregues todas as casas não foi definida.
“Vamos entregar essas casas, depois vamos tentar fazer fechando uma quadra, com aproximadamente 100 casas e então entregar, mas a previsão é que até o final do ano sejam entregues todas. Estamos trabalhando para que os contemplados recebam os imóveis o mais rápido possível”, explica Chaves.
Foi definido ainda que a prefeitura juntamente com Caixa, fará uma tentativa mediante aos órgãos competentes e conseguir uma autorização para seja liberada as casas para os contemplados mesmo inacabadas. Segundo o gerente, legalmente a entrega somente pode ser feita quando os imóveis estiverem aptos para morar. Caso contrário, não tem como a Caixa liberar para que as famílias entrem sem que as casas estejam realmente prontas.
“Não temos o poder de liberar antes que elas estejam prontas e habitáveis. Tem ainda a questão da documentação. O que podemos fazer é, mediante um documento, tentar um requerimento feito e assinado por todas as 450 famílias que se comprometem em receber o imóvel da maneira que está, inacabado. Porém, será uma tentativa, não estou afirmado que isso possa acontecer. Nunca foi feito algo do tipo e que fique bem claro, será uma tentativa”, pontua.
A previsão é que até a próxima semana as assinaturas sejam entregues para a Caixa, que então irá encaminhas para a matriz, que irá analisar e definir para qual órgão em Brasília será enviado.
“Vamos fazer a reunião, para coletar as assinaturas de todos os moradores. A demora vai depender dos contemplados, as 450 famílias. Depois vamos entregar para a Caixa”, disse o secretário de planejamento, Luiz Roberto Martins de Araújo.
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