Quinta, 29 de Outubro de 2026
18°C 22°C
Dourados, MS
Publicidade

Sem nenhuma indicação atendida, comunitárias podem custar mais de R$ 116 mil por ano

20/07/2015 às 13h00
Por: Redacao Fonte: Midia Max
Compartilhe:
Sessão em Rochedinho começou com poucos vereadores (Midiamax/CG)

No primeiro semestre de 2015 a Câmara Municipal realizou 16 sessões comunitárias em bairros e distritos de Campo Grande. Ao todo foram 604 indicações feitas por moradores e que, segundo o Legislativo, não foram respondidas pelo Executivo. A perda não foi somente de tempo por parte da população, mas também de dinheiro. Para colocar o projeto comunitário em prática a Casa de Leis desembolsa ao ano, no mínimo, R$ 116 mil. Se o mesmo tanto de sessões ocorrerem na segunda parte do ano, no fim cada uma terá gasto médio de R$ 3,6 mil, somente com serviços sonoros e transporte dos funcionários. 

Conforme dados disponíveis no portal da transparência, a Câmara contratou a A.V.S Vicente-ME para serviços de sonorização pelo valor de R$ 77 mil, válido por 12 meses e com direito a prorrogação. A modalidade para fechar negócio foi carta convite. Além disso, o presidente do Legislativo, Mario Cesar (PMDB), assinou contratação da Ulisses Pereira Alencar-EPP, para serviço de fretamento de veículos no valor de R$ 39.520 mil.

O transporte servirá para passageiros em viagens dentro da Capital em área urbana, atendendo sessões itinerantes, comunitárias e audiências públicas. Mas os vereadores não se deslocam aos locais com auxílio do ônibus. Apenas funcionários, assessores e imprensa que precise do meio de transporte fazem uso do veículo. Os legisladores vão com carros próprios, o que gera ainda mais gasto aos cofres públicos, uma vez que o combustível é comprado com a verba indenizatória que cada um tem direito mensalmente.

Abastecimento de automóveis é, inclusive, um dos maiores gastos relatados na prestação de contas da verba. Cada vereador pode utilizar R$ 8.400 por mês em despesas relacionadas aos respectivos mandatos. Porém, nem sempre muitas cadeiras são preenchidas nas sessões comunitárias, feitas às quartas-feiras. Para se ter ideia, nunca houve presença dos 29 vereadores em alguma edição. A média gira em torno de 13 legisladores, sendo que muitos chegam depois que os moradores se pronunciam na tribuna.

No bairro Tijuca, por exemplo, a sessão foi realizada no dia 17 de junho e apenas 10 legisladores acompanharam as falas da população. Já no Caiobá I, em 14 de abril, os trabalhos começaram com 3 vereadores e finalizados com 13. Não há ‘chamada’ para registrar presença como nas sessões ordinárias, nas quais eles devem justificar quando faltam.

Nesta primeiro semestre foram realizadas comunitárias nas sete regiões urbanas da Capital, sendo levadas aos bairros Vila Nogueira, Tijuca II, Bairro Serradinho, Jardim Botafogo, Jardim Noroeste, Taveirópolis, Dalva de Oliveira, Portal Caiobá, Nova Lima, Maria Aparecida Pedrossian, Jardim Anache, Vila Bordon, Recanto dos Rouxinóis e Conjunto Bonança, além dos Distritos de Rochedinho e Anhanduí.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Dourados, MS
19°
Chuvas esparsas

Mín. 18° Máx. 22°

19° Sensação
5.94km/h Vento
97% Umidade
100% (19.95mm) Chance de chuva
05h56 Nascer do sol
18h49 Pôr do sol
Sex 28° 17°
Sáb 30° 18°
Dom 31° 20°
Seg 22° 18°
Ter 27° 18°
Atualizado às 19h06
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,38 +0,68%
Euro
R$ 6,02 +0,97%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,12%
Bitcoin
R$ 444,566,48 -4,23%
Ibovespa
169,186,42 pts -1.06%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias