O Residencial Dioclécio Artuzi III começou a ser reformado no início desta semana e a administração do local deve levar alguns meses para reconstruir tudo o que foi danificado nas casas que ainda estavam em fase de acabamento quando foram invadidas. Essa primeira parte das obras alcançará quatro quarteirões e vai focar na reposição de materiais destruídos.
Desde a segunda-feira (22) vários homens trabalham no local na colocação de pias, tanques, materiais hidráulicos, elétricos, construção de calçadas, dentre outros acabamentos. Esses itens - com exceção das calçadas - em grande parte das 450 casas do residencial haviam sido destruídos ou danificados.
De acordo com José Francisco Correia de Almeida, representante da Construtora LC Braga, responsável pelas obras no local, o processo não é simples, já que tudo é padronizado e os materiais levam um tempo para chegar. Ele afirma que na próxima semana, a equipe de trabalho deve aumentar, sendo possível assim avançar para os outros quarteirões.
“Dependemos do fornecedor e isso pode demorar devido ao total de material ou de onde virá esses equipamentos. Mas, já estamos em andamento com a recolocação dos itens e começamos também em mais dois quarteirões pequenas reformas, e na semana que vem chegam mais 20 homens e mais material para dar andamento ao processo”, conta.
Ainda segundo José Francisco, também foram iniciados outros serviços como pinturas e calçadas. Ele cita que essa primeira parte das obras deve ser finalizada em 30 dias e que os próximos passos já estão sendo organizados.
“Temos trabalhado em acabamentos que faltavam e essa primeira parte [quatro quarteirões] fechamos em média de um mês também e para os outros quarteirões já estamos realizando pedido de material e no preparo para começar as outras etapas”, ressaltou.
Em relação ao término das reformas e do restante da obra, o representante destaca que não há um prazo definido, mas, não descarta que ocorra até o fim de 2015. “Não dá para dizer quando vamos finalizar tudo, porém, eu acredito que final do ano conseguimos, o que não é certeza”, pontuou.
O residencial foi invadido no dia 11 de abril e desocupado um mês depois sob ordem judicial. No dia 11 de junho um grupo de contemplados protocolou no MPF (Ministério Público Federal) representação sobre a demora na solução da questão da invasão e da entrega. Após receber a representação o órgão tem 30 dias para definir o que será feito quanto a denúncia.
As casas invadidas fazem parte do programa “Minha casa minha vida”, a previsão era de serem entregues em 2014, data estipulada para ficarem prontas. A lista com as famílias contempladas com a moradia, foi divulgada pela prefeitura de Dourados através do setor de Habitação em dezembro de 2013, cujo sorteio ocorreu no pavilhão de eventos ao lado do estádio Douradão.
O Dourados News tentou contato com a assessoria de comunicação da CEF (Caixa Econômica Federal) para saber se o relatório com o cálculo dos prejuízos deixados pelos invasores já foi finalizado, mas, não conseguiu localizar os responsáveis.
LOCAL FICOU DESTRUÍDO
Após a invasão, o condomínio ficou em situação de total devastação. Portas e janelas quebradas, paredes pichadas, vasos sanitários e pias destruídos e lixo espalhado foi o que se encontrou nas casas.
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