Os dois policiais militares de 26 e 44 anos, que tiveram os nomes preservados pelas autoridades até o momento, presos na noite de quarta-feira (6) por sequestro e prevaricação, estavam com um arsenal de armas e munições. Além disso, o carro particular dos servidores usado na abordagem a um casal de 39 e 36 anos, estava com a placa adulterada.
De acordo com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), com eles as equipes da Polícia Militar apreenderam 228 munições, sendo 118 de calibre .40, 100 de calibre 22 e 10 balotes de calibre 36, além de cinco armas, sendo duas pistolas da carga da PM e três espingardas, ainda sem origem comprovada.
No boletim registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Capital, consta os crimes de extorsão mediante cárcere privado, que foi majorado pelo emprego de pessoas, além de posse irregular de arma de fogo, adulteração de veículo automotor, prevaricação e associação criminosa.
Conforme material divulgado pela Sejusp, ficou constatado pela inteligência a abordagem pelos policiais, de três suspeitos, supostamente traficantes que seguiam de Corumbá para Campo Grande, sendo que um deles foi “liberado” e um casal, mantido com os acusados, até por volta de 21 horas, quando diante de fortes indícios de extorsão qualificada pelo concurso de pessoas e uso de arma de fogo, equipes da Polícia Militar efetuaram as prisões dos próprios integrantes da corporação.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Deusdete Souza Oliveira Filho, o fato é considerado isolado na Polícia Militar e depõe contra bons policiais. Ainda segundo o comandante, as diligências continuam em busca de provas e da apuração de toda a verdade sobre os fatos.
"“É algo que denigre não apenas a imagem da instituição, mas principalmente dos bons policiais, por isso estamos cortando a própria carne, a inteligência agiu com eficiência e a própria Polícia Militar prendeu os acusados, que foram autuados em flagrante pela Polícia Civil e vão responder na Justiça Comum por extorsão qualificada, em paralelo também instauramos procedimento na Justiça Militar e na esfera administrativa para apurar os fatos”, explicou o comandante geral.
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