Uma verdadeira guerra de bastidores envolvendo gestores públicos e a administração do HU/UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) tem feito com que a maternidade da unidade hospitalar ultrapasse a sua capacidade máxima constantemente. Enquanto isso a população continua sofrendo com salas lotadas.
Único hospital público no município de porta aberta a receber essas pacientes, tem preenchido quase 100% de seus leitos. Aí começa o jogo de empurra e ‘choradeira’.
A intenção da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e quem administra o HU) é solicitar junto ao município abertura de novos leitos em outras unidades para que o serviço não sobrecarregue no HU.
Porém, o Universitário possui em sua conta quase R$ 13 milhões para construção do IMC (Instituto da Mulher e da Criança) que resolveria, e muito bem, a situação de falta de espaço para as mães e seus filhos. Os recursos foram alocados em 2012 e até o momento nada foi feito.
Conforme relatado aqui no Dourados News na sexta-feira passada e reiterado pelo superintendente do HU, Wedson Desidério, durante coletiva à imprensa na terça-feira, o local chega a receber em certas ocasiões, mais que o dobro de pacientes para os 25 leitos existentes.
Ou seja, quando pronta, equipada e com mão de obra qualificada, essa demanda será suprida. Mas, conforme o mesmo Desidério, o prazo para a realização do processo licitatório e a conclusão da obra duraria em torno de três anos, uma verdadeira falta de planejamento e de consideração com a população.
Ora, se os recursos são de três anos atrás, o prédio já deveria estar pronto, segundo prazo colocado pelo superintendente. Mas, como na política tudo é mais complicado, os recursos provenientes ainda nem foram mexidos, tendo inclusive, o risco de se perder a verba.
Enquanto isso, pais e mães continuam a receber o atendimento – muito bom diga-se de passagem - num local cada vez mais apertados. Tudo por conta do jogo de empurra e da falta de planejamento.
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