
Dois ciclones extratropicais se formam ao longo desta semana e as frentes frias associadas a eles devem impactar o tempo de Mato Grosso do Sul, segundo a meteorologia. Nesta segunda-feira (8), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já tem previsão de tempestades para o sul e sudoeste do Estado.
Pode chover até 50 milímetros ao longo do dia, com rajadas de vento com velocidade de até 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Dourados, Ponta Porã e Porto Murtinho estão na lista de cidades com previsão de chuva forte nesta segunda (8).
Ao longo da semana, as intabilidades só aumentam e podem causar chuva em outras regiões de Mato Grosso do Sul. A previsão indica que a tempestade mais intensa deve ocorrer a partir de quarta-feira (10), nas regiões sul e norte do Estado.
O primeiro ciclone já se formou no domingo (7) e deve causar instabilidades principalmente no Sul do Brasil, mas também impacta o sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul já nesta segunda.
Na terça-feira (9), uma região de cavado — ou seja, uma área de baixa pressão que funciona como um corredor de instabilidade — começa a se desenvolver entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai. O sul de MS pode ter chuva de intensidade moderada.
A partir de quarta-feira (10), as instabilidades se intensificam e volta a chover no sul e norte do Estado, mas dessa vez com maior força. Há risco de tempestade, segundo o portal especializado Meteored. No dia seguinte, a previsão de chuva forte, com tempestade e ventos intensos, se estende para todo o Estado.
O segundo ciclone extratropical, que começa a se formar na terça, atinge a força total apenas na sexta-feira (12). A frente fria associada a ele causa pancadas isoladas de chuva no norte de Mato Grosso do Sul entre a madrugada e a manhã de sexta. Ao longo do dia, chuva moderada atinge também o nordeste do Estado.
Segundo o Inmet, ciclone é uma área de baixa pressão atmosférica, onde os ventos giram no sentido horário. Esse movimento concentra a umidade no centro do ciclone, e o deslocamento de ar quente e úmido provoca a formação de nuvens carregadas.
A presença de um ciclone nos oceanos é bastante comum, mas a formação no continente é mais rara. Eles podem ter três tipos e os extratropicais são os mais comuns no Brasil. O núcleo, ou centro de baixa pressão, é frio. Eles ocorrem durante todo o ano, mas a frequência ocorre no inverno.
Eles são sempre associados a uma frente fria. Nesse caso, o ciclone não deve passar por Mato Grosso do Sul, mas a frente fria associada a ele impacta no tempo do Estado.
(*) Com informações do portal Meteored, especializado em meteorologia.
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