
A reserva indígena de Dourados foi confirmada, no dia 9 de março, como a primeira região de Mato Grosso do Sul a lidar com epidemia da doença — classificação para a ocorrência de mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. Desde então, outros 14 municípios do Estado entraram na mesma classificação, segundo dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde.
Conforme a Prefeitura de Dourados, o surto da doença nas aldeias surgiu, principalmente, devido à ausência de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti por parte da população. Aliado a isso, o vírus espalhou-se por meio da migração do mosquito transmissor.
“Em 2025, em consequência da falta de rede de abastecimento de água na Reserva Indígena de Dourados, onde vivem cerca de 21 mil pessoas, o Governo Federal distribuiu mais de 2 mil caixas d’água para armazenar água entregue por carros-pipas. A quase totalidade das famílias não cobriu as caixas, que viraram focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, causador da doença”, explica a prefeitura.
Além disso, condições de moradia e saneamento nas reservas indígenas também influenciaram o aumento dos casos na região. “As duas aldeias têm população maior que a de mais da metade dos municípios de Mato Grosso do Sul e não têm redes de água, de coleta de esgoto, asfalto ou qualquer outra infraestrutura”, completa.
Entre as cidades que lidam com a epidemia, estão: Fátima do Sul; Jardim; Sete Quedas, Vicentina; Selvíria; Paraíso das Águas; Guia Lopes da Laguna; Bonito; Corumbá; Antônio João; Água Clara; Amambai; Figueirão e Jateí. Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), a maior incidência de chikungunya na região sul relaciona-se a um conjunto de fatores.
“Destacam-se a alta infestação do mosquito Aedes aegypti, as condições climáticas favoráveis à proliferação do vetor (calor e chuvas) e o fato de a população ainda apresentar baixa imunidade ao vírus, o que facilita a ocorrência de surtos quando há introdução ou intensificação da circulação viral”, informa.
O Governo Federal reconheceu, na última segunda-feira (30), situação de emergência em saúde pública de Dourados devido à epidemia de chikungunya. A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 1.047.
Assim, a Prefeitura de Dourados passa a ter mais apoio e liberdade para intensificar as ações de combate à doença. A proposta estende-se tanto nos bairros da cidade quanto nas Reservas Indígenas, em parceria com os governos federal e estadual.
A medida ainda valida o decreto municipal publicado no dia 20 de março pelo prefeito Marçal Filho. Na ocasião, o gestor já havia declarado situação de emergência devido ao aumento dos casos de chikungunya.
Assim como a dengue, zika e febre amarela, a principal forma de combater a chikungunya é reforçar as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos Aedes aegypti. Por isso, é fundamental eliminar água armazenada, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, tampas de garrafas e pedaços de plástico ao ar livre.
Além disso, o Ministério da Saúde recomenda o uso de itens de proteção individual, que também podem ajudar na prevenção a picadas, como:
Mín. 18° Máx. 32°
