
Professores da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) aprovaram estado de greve na última sexta-feira (20), que funciona como um alerta para possível paralisação das atividades docentes na universidade. Os docentes apontam arrocho salarial, que chega a 44,48% de perdas desde o ano de 2014.
A decisão foi tomada durante assembleia geral da ADUEMS (Sindicato dos Docentes da UEMS), que aconteceu na sede do sindicato, em Dourados, com participação dos filiados nas unidades universitárias da UEMS por videoconferência. Na ordem do dia, foram debatidas as pautas “estado de greve” e “condições de trabalho na UEMS”.
O grupo afirma que houve resposta negativa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em apresentar qualquer índice de reposição durante o processo de negociação salarial.
Conforme o sindicato, uma nova tratativa da diretoria da ADUEMS está agendada com o titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração), o secretário Frederico Felini, no dia 27 de março.
Os professores alegam que a categoria “segue abandonada pelo Governo do Estado, pois o grupo político que controla o executivo e o legislativo estadual, desde 2014 impôs perdas salariais de 44,48% à categoria, além de ter arrochado a renda dos docentes aposentados, que foram obrigados a pagar 14% de desconto previdenciário sobre a própria aposentadoria.”
Os docentes também reivindicam reenquadramento de nível para aposentados que, mesmo após anos de serviço, não puderam ascender aos níveis mais altos da carreira.
Além disso, também foi debatida a precarização das condições de trabalho dos professores na UEMS, com cenários como falta de espaço, equipamentos, laboratórios e infraestrutura.
Para o professor doutor Volmir Cardoso, secretário-geral da ADUEMS, “há um claro descontentamento dos docentes com o confisco salarial praticado pelo grupo que comanda o executivo estadual desde 2014. Os aposentados têm sido os mais penalizados e os professores em início de carreira estão sem boas perspectivas para atuarem na universidade”.
Ainda segundo o docente, “não é aceitável que o professor da UEMS esteja ganhando menos que o professor da rede estadual. É injusto. Se for preciso parar as atividades para cobrar o que é justo, nós pararemos”.
Para reunir apoiadores, o sindicato está realizando ações de mobilização na comunidade acadêmica e na sociedade, com apoio do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior), que congrega mais de 70 mil filiados no Brasil.
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