
O escândalo do Banco Master revelou tentáculos que atingem desde grandes grupos financeiros até investidores comuns.
Em Mato Grosso do Sul, 32 nomes aparecem na lista de credores de uma recuperação judicial de R$ 4,2 bilhões — montante devido pelo Grupo Fictor, que entrou em colapso após tentar comprar o Master um dia antes da liquidação pelo Banco Central.
No total, o Grupo Fictor informou à Justiça ter dívida de R$ 8.427.000,00 com esses investidores. Todos aportaram recursos como pessoas físicas — e não como empresas. Três deles investiram mais de R$ 1 milhão no Fictor.
Conforme apurado pela reportagem, a maioria dos investimentos foi por indicação de consultores de investimentos de grandes corretoras.
Um desses 32 investidores conversou com a reportagem do Jornal Midiamax de forma anônima, para evitar exposição.
Ele é empresário e afirma que recebeu a indicação do investimento por um analista de sua corretora. ” Foi indicado baseado na reputação da Fictor, que tinha investimentos no agronegócio, e temos a colheita. Então, me parecia um negócio razoável. Não sou aventureiro”, justifica.
O investidor conta que tinha consciência de que se tratava de um investimento de alto risco, mas havia separado uma parte de sua carteira para esse tipo de operação e que o negócio lhe rendeu bons rendimentos por um tempo, amenizando as perdas financeiras, que agora estão mais distantes com a recuperação judicial.
Desse total de investidores sul-mato-grossenses, sete aparecem com créditos abaixo de R$ 50 mil do Fictor. Alguns seriam corretores que teriam comissões pendentes a receber da instituição.
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