
Um idoso de 83 anos foi vítima do golpe do “falso gerente” em Campo Grande. O caso aconteceu em dezembro de 2025, contudo, teve repercussão apenas este ano. Conforme informações, os golpistas conseguiram ‘arrancar’ da vítima cerca de R$ 393.900.
Conforme informações repassadas ao Jornal Midiamax, o idoso já estava esperando por um retorno do gerente do banco, por ter conversado com o profissional dois dias antes, presencialmente, na agência. Com isso, recebeu a ligação dos criminosos, que se identificaram como ‘Marcos Vinícius’, gerente do banco.
A vítima então confiou no criminoso, visto que os dados pessoais descritos pelo suspeito eram de fato verdadeiros, além de mais informações pessoais citadas pelo criminoso.
De acordo com a defesa do idoso, o contato salvo estava com DDD 011, de São Paulo. Além disso, as chamadas eram identificadas como “Gerente Prime Marcos Vinícius”.
Segundo informações, o golpista perguntou à vítima se ele reconhecia duas transferências que, somadas, resultaram no valor de R$ 393,900 mil. O idoso prontamente respondeu que não.
Assim, os criminosos então afirmaram que havia uma movimentação diferente na conta bancária da vítima. Por ter conversado pessoalmente com o gerente verdadeiro há pouco tempo, o idoso passou a seguir as orientações repassadas pelo criminoso.
Com isso, o golpista conseguiu mais dados e informações da vítima. Em dado momento, o criminoso afirmou que já tinha solucionado o problema e não havia mais nenhuma irregularidade com a conta.
Após desligar, o idoso então entrou na conta, através do aplicativo, e percebeu duas transferências feitas. A primeira foi via Pix, no valor de R$ 299,900 mil, para a conta de uma mulher.
Já a segunda conta, também via Pix, foi no valor de R$ 94 mil, para a conta de um homem.
Além disso, os criminosos tentaram fazer um empréstimo pessoal em nome do idoso, porém, o valor solicitado ficou em análise, e os criminosos não conseguiram ter acesso.
Logo após descobrir o golpe, o idoso se dirigiu até o banco para informar o que tinha acontecido. Ao relatar a situação para o gerente verdadeiro, o profissional informou ao idoso que tinha ciência de que estavam usando seu telefone para aplicar golpes.
Contudo, o gerente não informou aos clientes a situação, tampouco registrou boletim de ocorrência.
Revoltado com o crime, o idoso então afirmou que a movimentação feita nas últimas horas não era normal em relação ao cotidiano. Logo, a vítima pediu estorno do dinheiro. Entretanto, a única medida adotada pelo banco foi o cancelamento do empréstimo solicitado pelos criminosos. Em seguida, a vítima registrou boletim de ocorrência.
Uma mulher, de cerca de 34 anos, foi vítima do “falso boleto” de um banco. Segundo informações, a vítima teria emitido um boleto e pago. Contudo, a guia foi emitida em um site falso do banco da vítima. Após pagar o boleto, tomou ciência de que havia pago um documento falso.
Com isso, a mulher acionou a polícia. Porém, ao levar o caso para Justiça, não ganhou indenização, pois se alegou que o erro era da vítima.
De acordo com Fabrício Felini, em relação ao idoso, o processo tem corrido em favor da vítima, visto que a instituição financeira tem o direito de cuidar dos dados de seus clientes.
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