
Edivaldo França de Araújo, conhecido como Bozó, morreu nesta terça-feira após aproximadamente 30 dias de internação. Ele era reconhecido como uma das maiores referências da locução de rodeios no Mato Grosso do Sul e também uma das vozes marcantes do rádio regional. O falecimento ocorreu ao meio-dia, no Hospital da Vida, em Dourados.
A Rede Jota FM de Rádios divulgou nota manifestando pesar pela morte do profissional, destacando sua dedicação, o compromisso com a comunicação e o impacto que sua presença diária tinha sobre os ouvintes do Vale do Ivinhema e da Grande Dourados. A emissora afirmou que Bozó exerceu suas funções com responsabilidade e respeito, tornando-se uma presença importante em sua programação.
A trajetória de Bozó começou nas arenas. Ele iniciou como peão nos anos 1970 e, após sofrer um acidente em montaria, retornou a um evento onde foi convidado a substituir o locutor que havia faltado. A partir desse episódio, assumiu o microfone e passou a se dedicar à locução. Por cerca de três décadas, entre as décadas de 1970, 1980 e 1990, tornou-se um dos principais nomes do rodeio no Mato Grosso do Sul.
Entre as companhias em que mais se destacou estão a marca 90 de JTI, hoje conduzida por Tim Manfré, e a Rancho dos Encontros, fundada em Paranavaí (PR) e sediada na Fazenda Santa Marta, em Deodápolis, anteriormente administrada por Carlão Azóia e atualmente sob responsabilidade de Marcelo Azóia.
Além das arenas, Bozó consolidou trajetória sólida no rádio. Atuou em diversas emissoras ao longo da carreira, mas alcançou seu período de maior reconhecimento na Rede Jota FM, onde há cerca de uma década apresentava o programa Raiz Sertaneja, na frequência 101,3. O programa registrou uma das maiores audiências da madrugada na região, fortalecendo sua ligação com o público.
O locutor Pena Branca, que acompanhou a trajetória de Bozó desde a infância, destacou a influência que ele exerceu sobre novos profissionais da locução. Ele relatou que assistia às narrações de Bozó em rodeios na região de Angélica e se inspirava na maneira como ele conduzia as apresentações. “Sou da escola do Bozó. Cresci vendo sua atuação nas arenas. Ele tinha uma das vozes mais marcantes que já ouvi no rodeio”, afirmou.
Ao longo da carreira, Bozó narrou competições em vários estados, incluindo eventos como o Espora de Prata e o Espora de Ouro, em Dourados. Sua atuação é lembrada por fãs do rodeio, profissionais da comunicação e ouvintes que acompanharam seu trabalho por décadas.
A Rede Jota FM expressou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, afirmando esperar que encontrem conforto para enfrentar o momento de perda.

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