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Mudança climática influencia na perda da produção agrícola para pragas, conclui estudo apoiado pela FAO

As pragas invasoras custam aos países pelo menos 70 bilhões de dólares e também são um dos principais responsáveis pela perda de biodiversidade

11/06/2021 09h13
Por: Redação Fonte: Dourados Agora
Uma safra de milho é atacada pela lagarta-do-cartucho em Goromonzi, no Zimbábue Foto | Edward Ogolla/FAO
Uma safra de milho é atacada pela lagarta-do-cartucho em Goromonzi, no Zimbábue Foto | Edward Ogolla/FAO

A mudança climática está tornando as pragas que devastam importantes safras agrícolas ainda mais destrutivas, aumentando as ameaças à segurança alimentar global e ao meio ambiente, divulgou um estudo apoiado pela ONU publicado na última quarta-feira (9).

O relatório, que está entre as principais iniciativas do Ano Internacional da Sanidade Vegetal, que termina neste mês, foi preparado pela professora Maria Lodovica da Universidade de Turim, na Itália, junto com 10 co-autores de todo o mundo, sob o apoio do secretariado da Convenção Internacional de Proteção de Plantas, que a FAO hospeda.

Cerca de 40% da produção agrícola global é atualmente perdida para as pragas. As doenças das plantas roubam a economia global em mais de 220 bilhões de dólares anualmente.

As pragas invasoras custam aos países pelo menos 70 bilhões de dólares e também são um dos principais responsáveis pela perda de biodiversidade.

Um estudo apoiado pelas Nações Unidas e publicado nesta quarta-feira (9) aponta para a influência da mudança climática nos prejuízos à produção agrícola.

O relatório científico analisa 15 pragas de plantas que se espalharam ou podem se espalhar devido às alterações de temperatura.

Os autores concluíram que a chegada de um inverno excepcionalmente quente, capaz de fornecer condições adequadas para uma infestação de insetos, representa um risco dramático.

O estudo foi preparado pela professora Maria Lodovica da Universidade de Turim, na Itália, junto com 10 co-autores de todo o mundo, sob o apoio do secretariado da Convenção Internacional de Proteção de Plantas, que a FAO hospeda.

"As principais conclusões desta avaliação devem alertar a todos nós sobre como as mudanças climáticas podem afetar o quão infecciosas, distribuídas e severas as pragas podem se tornar ao redor do mundo", disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, no lançamento.

"A avaliação mostra claramente que o impacto das mudanças climáticas é um dos maiores desafios que a comunidade fitossanitária está enfrentando", acrescentou.

Bilhões perdidos anualmente - Cerca de 40% da produção agrícola global é atualmente perdida para as pragas, revelou a FAO.

As doenças das plantas roubam a economia global em mais de 220 bilhões de dólares anualmente.

As pragas invasoras custam aos países pelo menos 70 bilhões de dólares e também são um dos principais responsáveis ​​pela perda de biodiversidade.

Espécies como a lagarta-do-cartucho, que se alimenta de plantações que incluem milho, sorgo e milheto, já se espalharam devido ao clima mais quente.

Outros, como os gafanhotos do deserto, que são as pragas migratórias mais destrutivas do mundo, devem mudar suas rotas migratórias e distribuição geográfica.

Movimentos como esses ameaçam a segurança alimentar como um todo, concluiu o relatório. Também penalizam os pequenos agricultores, assim como pessoas em países onde a segurança alimentar é um problema.

Preservando a saúde das plantas - O relatório está entre as principais iniciativas do Ano Internacional da Sanidade Vegetal , que termina neste mês.

Nele, os autores delinearam várias recomendações para diminuir o impacto das mudanças climáticas, começando com a intensificação da cooperação internacional, uma vez que o manejo eficaz de pragas de plantas em um país afeta o sucesso em outros.

Eles também enfatizaram a necessidade de mais pesquisas e mais investimentos no fortalecimento dos sistemas e estruturas nacionais relacionados à fitossanidade.

"Preservar a fitossanidade é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e parte do nosso trabalho em direção a sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis", disse Qu, diretor-geral da FAO.

Como metade de todas as doenças emergentes de plantas se espalham por meio de viagens e comércio, medidas aprimoradas para limitar a transmissão, como ajustes nas políticas de proteção de plantas, também são essenciais.

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