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Esquema de R$ 26 bilhões para lavar dinheiro em combustíveis tem alvos em MS

Segunda fase da Operação Carbono Oculto cumpre mandados em 4 estados

Redação
Por: Redação Fonte: Midia Max
28/05/2026 às 09h50
Esquema de R$ 26 bilhões para lavar dinheiro em combustíveis tem alvos em MS
(Divulgação, Receita Federal)

O esquema de fintechs para lavar dinheiro em postos de combustíveis usados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) é alvo da segunda fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) em oito estados brasileiros, entre eles Mato Grosso do Sul.

A força-tarefa nacional com cerca de 1.400 agentes cumpre mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado por integrantes da facção PCC.

A megaoperação acontece em , Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná,  e Santa Catarina. Em Mato Grosso do Sul, há cumprimento de mandado em . Ao todo, são 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas.

O grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo autoridades da Fazenda de SP. 

As irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis no país. O esquema tem lesado, além dos consumidores que abastecem seus veículos no Brasil, toda uma cadeia econômica ligada aos combustíveis.

Esquema sofisticado

As investigações apontaram na primeira fase que o sofisticado esquema da organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade.

Operações financeiras realizadas por meio de instituições de pagamento de fintechs, em vez de bancos tradicionais, dificultavam o rastreamento dos valores transacionados. Por fim, o lucro auferido e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimento com diversas camadas de ocultação, de forma a tentar impedir a identificação dos reais beneficiários.

Fraudes

Importadoras atuavam como interpostas, adquirindo no exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa. Somente entre 2020 e 2024, foram importados mais de R$ 10 bilhões em combustíveis pelos investigados.

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