Dourados Dourados
Superpoço das aldeias já chega a 300 metros, mas água ainda vai demorar a chegar às casas
Obra avança na Reserva Indígena de Dourados, mas sistema completo ainda depende de reservatórios, redes e ligações domiciliares
26/10/2026 15h54 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: Redação

A perfuração de um dos superpoços previstos para melhorar o abastecimento de água na Reserva Indígena de Dourados já chegou a aproximadamente 300 metros de profundidade. A obra está sendo executada na região da aldeia Jaguapiru e deverá alcançar cerca de 600 metros para captar água do Aquífero Guarani.

O avanço representa uma etapa importante para comunidades que convivem há décadas com a falta de água, mas a solução definitiva ainda não será imediata. Depois da perfuração, ainda será necessária a construção de reservatórios, adutoras, redes de distribuição e milhares de ligações até as casas.

A previsão é que Jaguapiru e Bororó tenham sistemas independentes. Somadas, as duas estruturas devem contar com mais de 184 quilômetros de rede e aproximadamente 5.900 ligações domiciliares, com capacidade projetada para atender cerca de 29,4 mil moradores até 2033.

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O investimento informado para os dois sistemas é de R$ 50,7 milhões. Somente a perfuração dos poços foi contratada por cerca de R$ 4,49 milhões para cada aldeia. A expectativa apresentada é que os poços tenham capacidade de produzir até 300 mil litros de água por hora, embora ainda seja necessário esclarecer se esse volume se refere a cada estrutura.

Mesmo com as obras em andamento, ainda existem pontos sem definição pública, como quem ficará responsável pela operação e manutenção dos sistemas, como serão bancados os custos de funcionamento e se haverá algum tipo de cobrança ou subsídio para as famílias. Até que toda a estrutura esteja concluída, o abastecimento emergencial continua sendo fundamental para moradores que ainda enfrentam falta de água no dia a dia.

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