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Alunos e professores protestam na França no maior dia de mobilização
Manifestantes bloquearam centenas de escolas
06/10/2026 14h59
Por: Redação Fonte: Agência Brasil

Alunos, professores e pais marcharam em cidades de toda a França nesta terça-feira (6). Os manifestantes bloquearam centenas de escolas, no maior dia de mobilização de uma onda de protestos que exigem que o governo resolva o problema da falta de pessoal e das salas de aula em mau estado.

Em Marselha, Nantes e Lyon, os protestos de rua começaram pacificamente no meio da manhã, com a maior manifestação prevista para Paris à tarde.

Os jovens erguiam sinalizadores de fumaça e cartazes com frases como “Sob nossos livros escolares, raiva” e “Onde estão os políticos? Será que eles sabem que existimos?”

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As manifestações de hoje ocorrem após duas semanas de protestos que começaram nos subúrbios carentes de Paris antes de se espalharem por todo o país. O governo respondeu com a polícia de choque, afirmando que o movimento havia se transformado em violência urbana.

A mão de um adolescente foi arrancada durante confrontos entre manifestantes do ensino médio e a polícia de choque, no norte da França, na segunda-feira (5). François-Xavier Lauch, prefeito de Pas-de-Calais, se recusou a comentar as circunstâncias exatas, afirmando que cerca de 200 a 250 manifestantes estavam atirando objetos contra a polícia.

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O jornal regional La Voix du Nord informou que o adolescente de 15 anos perdeu a mão e parte do antebraço após pegar uma granada de dispersão da polícia.

A União dos Estudantes do Ensino Médio informou que 1.800 escolas estavam bloqueadas ou fechariam durante o dia. Algumas autoridades educacionais locais tentaram transferir as aulas para o ambiente virtual. O Ministério da Educação não divulgou os números imediatamente.

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“Quando a resposta é a violência, isso significa que a democracia não está mais funcionando”, disse Hugo Vetzel, um recém-formado do ensino médio em Estrasburgo, que agora está fazendo cursos preparatórios para os exames de admissão nas melhores universidades da França. “Existe uma enorme distância entre as elites e nós.”

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou que seus ministros atendam às principais reivindicações dos estudantes. Entre elas estão garantir a substituição de professores ausentes, rever a duração do dia letivo, das 8h às 18h, e a necessidade de intervalos de almoço mais longos.

O governo também analisará os reparos necessários nos prédios escolares antigos, disse Lecornu, que exigiu que os ministros enviassem suas primeiras propostas até o final de outubro.

O Ministério do Interior da França informou que 6.100 pessoas foram presas desde o início dos protestos, sendo a esmagadora maioria delas formada por menores de idade . Mais de 1.800 pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 menores, informou o Ministério da Justiça, sem especificar os crimes.

Pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos, segundo o gabinete de Lecornu.