Região Nova Andradina
Creche é alvo de operação que apura denúncias de maus-tratos contra crianças
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dois aparelhos celulares e farta documentação.
30/09/2026 16h31
Por: Redação Fonte: Dourados News
Ação foi desencadeada pela Polícia Civil e Ministério Público - Crédito: Divulgação PCMS

A Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quarta-feira (30), a Operação “Amparo” para apurar denúncias de maus-tratos, tortura e omissão na comunicação de violência contra criança e adolescente, supostamente ocorridas em uma creche particular de Nova Andradina.

De acordo com informações policiais, a ação conjunta é coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina e pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça. A investigação teve início após o recebimento de informações sobre possíveis agressões envolvendo crianças atendidas no estabelecimento.

Durante as diligências, foram colhidos depoimentos de mães, ex-funcionárias e outras pessoas com conhecimento dos fatos, além da reunião de fotografias, vídeos e outros elementos informativos. Ao todo, 30 pessoas já foram ouvidas formalmente no curso das investigações.

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Entre os relatos e registros analisados estão alegações de castigos físicos e situações de sofrimento psicológico. Também foi identificado um vídeo no qual a responsável pelo estabelecimento, aparentemente, utiliza um borrifador contra uma criança e determina que ela durma. O conteúdo do líquido utilizado ainda é objeto de investigação.

Diante dos elementos reunidos, foram solicitados mandados de busca e apreensão no endereço de duas investigadas e na própria creche, alvo das denúncias. Em relação à proprietária, também foi solicitada a suspensão das atividades como cuidadora de crianças, seja na creche ou em sua residência, até o fim das investigações. Todos os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário local.

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Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dois aparelhos celulares e farta documentação.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar local e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos – MPMS/SOI/CI/MPMS.

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O nome “Amparo” faz alusão à proteção de pessoas que estão em condição de vulnerabilidade.

As investigações continuam em andamento.