Região Dourados
Carlos Bernardo debate Hospital Binacional e renda com estudantes de Medicina
Ao lado da candidata a deputada estadual Dheine Martins, também estudante de Medicina, Carlos apresentou propostas para a saúde da fronteira e defendeu medidas para enfrentar a perda do poder de compra das famílias brasileiras
01/09/2026 09h20
Por: Redação Fonte: Assessoria

O candidato a deputado federal Carlos Bernardo reuniu lideranças de atléticas e acadêmicos de diferentes faculdades de Medicina da região de fronteira para discutir propostas que atingem diretamente a realidade dos estudantes e da população que vive entre Brasil e Paraguai. O encontro teve como principais temas a implantação de um Hospital Binacional na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero e a necessidade de recuperar a renda e o poder de compra dos brasileiros.

A agenda foi realizada em parceria com a candidata a deputada estadual Dheine Martins, que também é estudante de Medicina. Durante o encontro, Carlos defendeu que a criação de uma estrutura hospitalar de alta complexidade na fronteira pode transformar não apenas o atendimento à população, mas também a formação dos milhares de brasileiros que cursam Medicina na região. 

“Não estamos falando de um hospital, de uma faculdade ou de outra. Estamos falando de uma estrutura para atender a fronteira e que também pode integrar as instituições de ensino. O estudante precisa ter espaço para se formar e, depois de formado, precisa enxergar oportunidade para permanecer aqui trabalhando”, afirmou Carlos.

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O Hospital Binacional não somente reduziria a necessidade de deslocamentos de pacientes para centros como Dourados e Campo Grande, como abriria novas possibilidades de internato, residência, formação prática e permanência de médicos na própria região.

“Hoje muita gente se forma aqui e vai embora porque não encontra estrutura suficiente para continuar na região. O que nós queremos é criar um ciclo: formar, qualificar, abrir espaço para esses profissionais e melhorar o atendimento da população. O Hospital Binacional faz parte dessa visão”, acrescentou.

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A conversa com os acadêmicos avançou para outro problema que, segundo Carlos Bernardo, está diretamente ligado à realidade dos estudantes: a perda de capacidade financeira das famílias. A discussão não se limitou ao valor nominal do salário, mas considerou quanto esse dinheiro efetivamente consegue comprar depois das despesas com moradia, alimentação, transporte, energia e outros serviços básicos.

“Muitas vezes discutimos se o salário aumentou R$ 50 ou R$ 100, mas a pergunta que precisa ser feita é outra: quanto sobra no final do mês? O brasileiro precisa voltar a ter capacidade de pagar a casa, comprar comida, estudar, cuidar dos filhos e ainda conseguir construir alguma coisa para o futuro”, afirmou.

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Dheine Martins disse conhecer bem as dificuldades enfrentadas por quem precisa conciliar mensalidade, aluguel, alimentação, transporte, trabalho e uma rotina intensa de estudos. “Eu faço Medicina, já passei por outra graduação, trabalho e sei o que significa lutar para conseguir estudar. Muitas das decisões que mudam a nossa vida não são tomadas aqui; são tomadas na Assembleia, em Brasília. Por isso precisamos ocupar esses espaços e participar das decisões”, disse.

Segundo ela, foram essas afinidades que a levou a escolher Carlos Bernardo como parceiro na disputa eleitoral. “Eu poderia ter escolhido outros candidatos com quem já tinha uma relação anterior, mas escolhi o Carlos porque nós temos uma afinidade muito grande na saúde. Se não tivermos saúde, não conseguimos fazer mais nada. E quando conheci o projeto do Hospital Binacional, entendi a dimensão do que ele pode representar para toda essa região”, afirmou.

Natural de Chapadão do Sul, a acadêmica Vitória relatou as dificuldades para cursar Medicina no Brasil. Ela interrompeu a formação, porque não conseguia mais arcar com os custos, foi quando decidiu atravessar a fronteira para realizar seu sonho.

“Não é fácil ser estudante. A gente paga mensalidade, moradia, alimentação, transporte e muitas vezes está longe dos pais. Eu comecei Medicina no Brasil e, por questões financeiras, não consegui continuar. Vim para cá para realizar esse sonho”, relatou.

Apoio entre lideranças da fronteira

Kleber Ortiz, que é vereador em Sanga Puitã, também participou do encontro e disse que a proposta do Hospital Binacional pesou em sua decisão de acompanhar Carlos na campanha.

“Eu conheço a realidade da fronteira e quero o melhor para a minha comunidade. O Hospital Binacional é um projeto muito importante para toda essa região. É por isso que estou acompanhando o Carlos nessa caminhada. Vejo nele alguém preparado para levar essas demandas para a Câmara dos Deputados”, afirmou.

A empresária Sandra Bernardo destacou que o impacto de uma estrutura binacional iria muito além dos estudantes de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

“A importância do Hospital Binacional está justamente nisso: ele não atenderia apenas duas cidades. Existe toda uma região de fronteira que precisa de atendimento e que muitas vezes depende de encaminhamento para cidades distantes”, disse.

Ela ressaltou também a possibilidade de retenção dos profissionais formados na região. “Muitos estudantes chegam aqui e depois não querem mais ir embora. Querem continuar vivendo e trabalhando na fronteira. Um hospital dessa dimensão significa atendimento para a população, mas significa também oportunidade para o médico que se formou aqui continuar aqui”, afirmou Sandra.

Ao final do encontro, Carlos e Dheine defenderam que problemas estruturais como saúde, formação profissional e geração de renda dificilmente serão resolvidos por uma única esfera de governo.

A proposta da parceria é justamente dividir responsabilidades: levar à Assembleia Legislativa os temas que dependem do Estado e colocar no Congresso Nacional as demandas que exigem recursos federais, articulação entre ministérios e, no caso da saúde de fronteira, diálogo institucional entre Brasil e Paraguai.

“Os problemas estão colocados. O que precisamos agora é transformar diagnóstico em projeto, projeto em articulação e articulação em resultado. É para fazer essa ponte entre a fronteira e Brasília que estamos construindo essa caminhada”, concluiu.