Uma investigação do Laboratório de Operações Cibernéticas, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificou adolescentes envolvidos no aliciamento de outros menores em grupos digitais. O caso ganhou repercussão após a morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí.
Segundo as autoridades, o grupo utilizava o Telegram para divulgar e organizar ações, enquanto as transmissões ao vivo aconteciam no Discord. Nesses espaços, menores eram incentivados a práticas de automutilação e outros atos violentos.
No caso da adolescente de Mato Grosso do Sul, a transmissão teria permanecido no ar por cerca de 45 minutos sem ser interrompida pela plataforma. Para o coordenador do Ciberlab, o episódio revelou uma grave falha de moderação.
A Operação Lívia identificou como alvos dois adolescentes de 13 anos, dois de 14, um de 17 e um adulto de 18 anos. Durante as diligências, os investigadores também descobriram que o grupo planejava agir contra outra jovem, moradora da Bahia, utilizando estratégia semelhante.
Telegram e Discord foram notificados para suspender perfis e canais relacionados ao caso. As investigações continuam para localizar outras vítimas e suspeitos.