Dourados Ex-Deputado
Neno Razuk é preso na Bolívia após permanecer irregularmente no país
Ex-deputado estava foragido desde julho e havia sido condenado em primeira instância a mais de 15 anos de prisão.
03/08/2026 09h00
Por: Redação Fonte: Redação

O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), foi preso no domingo (2) pela polícia da Bolívia. Condenado em primeira instância e considerado foragido desde julho, ele foi detido por permanecer irregularmente no país vizinho.

Conforme apurado pelo site Campo Grande News, a prisão ocorreu por ingresso e permanência irregulares em território boliviano.

No dia 28 de julho, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mas o procedimento ainda não havia sido concluído.

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A expectativa é de que o ex-deputado seja entregue às autoridades brasileiras. Os trâmites, no entanto, ainda dependem das autoridades dos dois países.

Procurado, o advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa de Neno Razuk, afirmou que ainda não havia recebido confirmação oficial da prisão.

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“Nem do cliente, nem de nenhuma autoridade.”

Neno é investigado pela Operação Successione desde dezembro de 2023. Em primeira instância, foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Ele recorria da sentença.

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Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a saída do cargo, também deixou de ter foro por prerrogativa de função.

Além da condenação, Neno é réu na quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.

Até a publicação das informações, as autoridades brasileiras e bolivianas ainda não haviam divulgado oficialmente quais procedimentos seriam adotados após a prisão.