Mato Grosso do Sul MS
Carlos Bernardo defende industrialização do agro para transformar economia do MS
Empresário afirma que exportação de matéria-prima limita o desenvolvimento do Estado e defende políticas para agregar valor à produção, gerar empregos e fortalecer a indústria local
21/07/2026 07h59 Atualizada há 5 dias
Por: Redação Fonte: Assessoria
Imagem: Assessoria

Mato Grosso do Sul figura entre os maiores produtores agropecuários do Brasil, mas ainda enfrenta o desafio de transformar sua produção em riqueza dentro do próprio Estado. Para o empresário Carlos Bernardo, CEO do Monarca Group e pré-candidato a deputado federal, a saída passa pela industrialização da cadeia produtiva, permitindo que carne, grãos e demais produtos sejam processados antes da exportação, gerando empregos, renda e desenvolvimento regional.

Segundo Bernardo, a discussão sobre o futuro do agronegócio precisa avançar para além da produção primária e concentrar esforços na agregação de valor. Na avaliação dele, Mato Grosso do Sul ainda exporta grande parte de sua riqueza sem aproveitar o potencial econômico que poderia ser gerado pela transformação industrial.

“Quando eu defendo a industrialização, não estou criticando o agronegócio. Pelo contrário. O agro é a força da nossa economia e precisa ser protagonista dessa transformação. O que eu defendo é que a riqueza produzida aqui também seja processada aqui. Não faz sentido continuarmos exportando matéria-prima para outros lugares gerarem emprego, tecnologia e desenvolvimento com aquilo que nós produzimos”, afirma.

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O empresário avalia que a ausência de uma política consistente de agregação de valor faz com que Mato Grosso do Sul deixe de capturar parte significativa da renda gerada pela própria produção. Para ele, o Estado precisa criar um ambiente mais favorável à instalação de agroindústrias e ampliar os incentivos para quem deseja investir no processamento da produção local.

“Nós precisamos parar de vender apenas matéria-prima. O nosso objetivo deve ser exportar produtos industrializados, com valor agregado. É isso que aumenta a arrecadação, fortalece a economia e cria empregos qualificados para a nossa população”, diz.

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Na análise de Bernardo, outro obstáculo está nas dificuldades enfrentadas pelos produtores para acessar crédito. Embora existam programas de financiamento, ele afirma que muitos esbarram em juros elevados e na falta de mecanismos que deem segurança para novos investimentos.

“Muitas vezes os programas existem no papel, mas o produtor encontra dificuldades para investir. Precisamos construir políticas públicas que incentivem a produção, o processamento e a industrialização. Sem isso, continuaremos assistindo outros estados e outros países enriquecerem com aquilo que sai das nossas propriedades rurais”, destaca.

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Para Carlos Bernardo, o debate sobre desenvolvimento econômico também precisa deixar de lado disputas ideológicas e concentrar esforços em ações capazes de ampliar a competitividade do Estado.

“Nós precisamos discutir menos política partidária e trabalhar mais por soluções. O agro, a indústria e o poder público precisam caminhar juntos. Quando conseguimos agregar valor ao que produzimos, todos ganham: o produtor, o trabalhador, as empresas e o Estado”, afirma.

Ao resumir sua visão sobre o futuro da economia sul-mato-grossense, Bernardo defende que o Estado aproveite sua vocação agropecuária para construir uma base industrial sólida, capaz de transformar produção em desenvolvimento.

“Eu sempre digo que a riqueza que só passa pelo Estado não muda a vida de quem mora nele. Enquanto continuarmos exportando apenas matéria-prima, estaremos transferindo oportunidades para outros lugares. Precisamos fazer essa riqueza permanecer em Mato Grosso do Sul, gerando emprego, renda e qualidade de vida para a nossa população”, conclui