Geral Inglaterra
Casos de diarreia transmitida sexualmente aumentam na Inglaterra
Doença tem se propagado de forma acelerada no Reino Unido e tem colocado autoridades de saúde locais em alerta
11/07/2026 07h26
Por: Redação
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A Inglaterra tem registrado aumento de casos graves de diarreia transmitidos por meio de relação sexual. No país, já foi notificado o crescimento de um quarto nos casos da doença desde 2023, o que tem deixado as autoridades de saúde em alerta pelo fato de ser “praticamente intratável”.

Causado pela bactéria que gera a shigelose, esse tipo de diarreia é resistente a antibióticos, o que a torna, por vezes, letal. A infecção intestinal aguda faz parte de um grupo de quatro germes e é altamente contagiosa.

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Entre as principais crises provocadas pela doença estão diarreia intensa, frequentemente acompanhada de sangue nas fezes, cólicas estomacais, febre e náuseas. Mais de 200 mil pessoas morrem por ano por essa infecção.

Um estudo publicado no dia 8 de julho pela Universidade de Cambridge identificou que a shigelose transmitida via relação sexual está se espalhando mais rapidamente do que em outras formas de infecção da doença, além de estar cada vez mais resistente a antibióticos.

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Segundo dados divulgados pela Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA, sigla em inglês), houve um aumento de 508 casos — disparando de 2.052 para 2.560 — em 2025, o que corresponde a cerca de 24,8%, sendo que mais da metade dos registros foi feita em Londres.


Como é a transmissão da bactéria shigelose?

  • Normalmente, a shigelose é transmitida por meio do consumo de alimentos ou superfícies com fezes contaminadas.
  • Via transmissão sexual, ela ocorre por meio de sexo anal. Por isso, a maior parte de indivíduos que apresentaram a infecção são homens gays e bissexuais.
  • Dentre as 3.514 amostras coletadas pelo estudo, aproximadamente um terço delas foi classificado como transmissão sexual de homens que fazem sexo com homens.
  • O outro terço das contaminações foi por outras vias.
  • O restante veio através de viagens à África, Ásia, América Latina e Caribe.

Bactéria tem resistência a antibiótico

Nos casos leves, a diarreia é tratada com repouso e ingestão de líquidos, já os casos graves precisam de tratamento com antibióticos. Porém, a autora principal do estudo, Kate Baker, do departamento de genética da Universidade de Cambridge, alerta que as cepas transmitidas sexualmente são praticamente intratáveis.

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“Aproximadamente sete em cada dez casos de infecções século-transmissíveis apresentaram resistência a pelo menos um dos medicamentos, em comparação com quatro em cada dez outras infecções adquiridas e metade dos casos relacionados a viagens. Agora estamos numa situação em que é praticamente intratável com medicamentos”, disse ao Daily Mail.

Os outros autores do estudo reforçam que a diarreia transmitida sexualmente precisa ser descrita como uma emergência de saúde pública.

Segundo o consultor epidemiologista da UKHSA, Hamish Mohammed, a pesquisa destaca que essa infecção é uma preocupação crescente. Para diminuir o risco, os autores afirmam que se recomenda que o principal grupo afetado pela cepa, homens gays e bissexuais, intensifiquem os hábitos de higiene.