O aumento das restrições ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira tem colocado frigoríficos e produtores em lados opostos. Enquanto a indústria e o governo pressionam por medidas mais rígidas para atender as exigências da União Europeia, criadores temem o risco de aumento de custos e perda de produtividade no campo.
Para o diretor-técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, é cabível apenas cobrar a restrição dessas substâncias em animais que sejam exportados para os países do bloco europeu, mas não para todo o plantel brasileiro.
Acrimat rejeita aplicar regras da União Europeia sobre antimicrobianos a toda a pecuária nacional
“O Brasil já é o maior exportador de carne [bovina] do mundo e Mato Grosso se configura como o maior do país. O Brasil já exporta para mais de 150 países e a gente está disposto a atender a exigência de qualquer consumidor”, ressalta.
Contudo, de acordo com ele, os pecuaristas brasileiros já atendem as demandas europeias por meio do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e de todo o globo por meio do Codex Alimentarius, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estabelece normas internacionais de segurança e qualidade alimentar.