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Comissão aprova proposta que cria a Política Nacional de Data Center e prioriza acesso à energia
Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado
16/06/2026 08h41
Por: Redação Fonte: Agência Câmara

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Data Center. A proposta aprovada garante aos centros de dados prioridade de acesso às redes de transmissão elétrica em áreas com excedente de geração de energia. Também são criadas regras sobre a operação e a segurança.

Data centers são grandes centros que guardam e processam dados usados em serviços digitais, como nuvem, inteligência artificial, bancos, plataformas públicas e empresas

A proposta autoriza os data centers a arcarem com as obras na rede elétrica, como a instalação de torres de transmissão e de cabos de energia, de uso exclusivo ou compartilhado. A medida visa garantir o suprimento das instalações, desde que o valor do investimento não seja cobrado na tarifa de energia da população.

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O texto altera a Lei de Concessões de Energia Elétrica .

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado David Soares (Pode-SP), ao Projeto de Lei 1680/25, do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA). O relator retirou da redação a parte sobre isenção de impostos. Na justificativa, Soares informou que o tema era tratado pelo Regime Especial de Tributação para Datacenters (Redata), por meio da Medida Provisória 1318/25. A medida, no entanto, perdeu a validade.

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Na avaliação de Soares, a garantia de infraestrutura compensa a ausência do benefício fiscal. "A conexão célere se torna um diferencial competitivo tão relevante quanto o incentivo tributário".

Embaixadas de dados
O projeto cria o regime de Embaixadas de Dados pelo qual o país poderá armazenar dados críticos de governos estrangeiros, desde que haja acordo internacional com reciprocidade.

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Esses dados serão tratados juridicamente como uma extensão do território de origem. Nesses casos específicos, as instalações ficarão isentas do cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e das normas brasileiras de resiliência cibernética, mas continuarão obrigadas a cumprir as regras ambientais, urbanísticas e de segurança contra incêndios vigentes no Brasil.

Soberania e responsabilização
A proposta aprovada define, ainda, que dados estratégicos do Brasil – envolvendo defesa nacional, segurança pública e repressão de crimes – deverão ser processados e armazenados exclusivamente em data centers localizados no território nacional (ou em embaixadas de dados brasileiras no exterior).

O texto isenta os proprietários dos data centers de responsabilidade civil, criminal ou em relação à LGPD pelo conteúdo dos dados que processam, desde que o contrato de prestação de serviços os impeça de ter acesso a essas informações.

A regra não isenta as empresas em casos de falhas de segurança na infraestrutura.

Princípios
A proposta lista os seguintes princípios a serem seguidos pela política:

Próximos passos
A matéria será analisada de forma conclusiva pelas comissõe de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.