Um menino de 9 anos, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista) nível 2 de suporte, sofreu uma fratura exposta no polegar da mão direita após prender o dedo na porta da sala de aula da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, em Campo Grande. A família denunciou que o pequeno está sem acompanhamento de um professor de apoio pedagógico especializado, ainda não disponibilizado pela prefeitura.
Segundo a mãe da criança, o filho possui laudo médico e estuda na unidade desde 2025, necessitando de acompanhamento especializado. O laudo já havia sido apresentado à escola, mas, até o momento, o profissional não foi disponibilizado.
De acordo com o relato, no dia 19 de maio, o menino pediu autorização ao professor regente para ir ao banheiro. Ao sair da sala, acabou fechando a porta sobre o próprio dedo, causando um ferimento grave.
"Ele acabou esmagando o dedão da mão direita. O dedo ficou praticamente pendurado", contou a mãe.
A criança foi socorrida imediatamente pela escola. Conforme a família, a equipe acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), realizou os primeiros atendimentos e comunicou os responsáveis logo após o acidente.
O menino foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por cirurgia. Segundo a mãe, foram necessários pontos, inclusive sobre a unha, devido à gravidade da lesão. Atualmente, ele segue em recuperação e está afastado das aulas por 30 dias.
Apesar de afirmar que a escola prestou toda a assistência necessária após o acidente, a mãe acredita que a situação poderia ter sido evitada caso o filho tivesse o acompanhamento especializado previsto.
"Se ele tivesse um professor de apoio ali junto com ele, poderia ter evitado isso que aconteceu", afirmou.
Ela relata que recebeu a informação de que o profissional seria disponibilizado no início de 2026, já que o laudo foi concluído em novembro do ano passado. No entanto, passados mais de cinco meses do início do ano letivo, o estudante continua sem o atendimento.
A mãe também afirma que outro aluno com necessidades especiais da mesma turma enfrenta a mesma situação, enquanto apenas o professor regente atende toda a sala.
“Sou professora, sei de todas as dificuldades que passamos em sala. Não tem como cuidar de todo mundo e ainda atender as crianças com necessidades especiais”, finalizou.
A reportagem procurou a prefeitura para falar a respeito do assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
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