Geral Transparência
Grupo faturou mais de R$ 54 milhões com fraudes para desviar remédio para câncer em MS
Ex-servidores da SES e advogados estão entre os cinco presos por envolvimento no esquema
24/04/2026 13h21
Por: Redação Fonte: Midia Max
Autoridades apresentam detalhes da Operação Oncojuris em coletiva de imprensa. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Investigações apontam que grupo formado por ex-servidores da SES (Secretaria Estadual de Saúde), advogados e empresários que fraudavam processos judiciais para desviar dinheiro público de remédios contra o câncer movimentou cerca de R$ 78 milhões em um ano.

As autoridades ainda apuram o valor total do prejuízo ao erário, já que esse é o valor total com a compra de medicamentos via ordem judicial. Inicialmente, a projeção das investigações é de que o grupo criminoso desviou aproximadamente 70% desse valor, o que representa R$ 54,6 milhões.

As informações são oficiais e foram repassadas em coletiva à imprensa comandada por Erivelto Alencar, superintendente da Receita Federal; Ana Cláudia Medina, titular do Dracco; Eni Diniz, do Núcleo de Atenção à Saúde da Defensoria Pública, e Adriano Lobo, promotor do Gecoc (Grupo de Combate à Corrupção) do MP (Ministério Público).

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Tudo está sendo apurado no contexto da Operação Oncojuris, deflagrada nesta quinta-feira (23), que prendeu cinco pessoas, sendo quatro em Campo Grande e uma em Ribas do Rio Pardo. Entre os presos, estão os advogados Altair Penha Malhada — ex-servidor da SES — e Victor Guilherme Lezo Rodrigues — que tentou ser delegado de polícia civil em MS.

Ainda, o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e a Receita Federal cumpriram 21 mandados de busca e apreensão em três estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

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Quem descobriu possíveis irregularidades foi a Defensoria Pública de MS, que percebeu que pacientes atendidos pela defensoria não estavam recebendo os medicamentos corretos, já que o grupo comprava remédios estrangeiros sem aprovação da Vigilância Sanitária.

Então, a Defensoria acionou as autoridades competentes, como SES, Ministério Público e Controladoria-Geral do Estado.

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