Geral Cotidiano
Novo boletim mostra que Dourados tem 74,5% dos casos positivos para chikungunya
Em Dourados, 943 casos permanecem em investigação
30/03/2026 16h43
Por: Redação Fonte: Midia Max
Pessoa com chikungunya. (Reprodução)

O novo boletim epidemiológico da chikungunya, divulgado nesta segunda-feira (30) pela Prefeitura de Dourados, aponta 10 novos casos confirmados da doença nas últimas 24 horas, totalizando 1.035 confirmações no município. Outros 943 casos permanecem em investigação, número que representa um aumento de 111 registros nas últimas horas.

No panorama geral, 354 casos foram descartados após exames laboratoriais, mas a taxa de positividade atual é de 74,5%, fator preocupante, pois demonstra que a grande maioria das pessoas que têm sintomas e são testadas apresenta resultado positivo para a doença.

Além disso, 33 pessoas estão internadas em hospitais da cidade, entre casos suspeitos e confirmados. Apesar da alta incidência, não foram registrados novos óbitos nas últimas horas.

Continua após a publicidade

Dourados continua em situação de emergência em saúde pública devido à chikungunya. A doença ainda é mais predominante na população indígena, mas já avança por todo o território municipal. Os dados do boletim indicam crescimento significativo no número de casos e internações, com sinais de sobrecarga nos atendimentos da atenção primária à saúde.

Entre a população indígena, 790 casos estão confirmados, 514 seguem em investigação e 305 foram descartados. Atualmente, 9 indígenas permanecem internados, enquanto o total de atendimentos hospitalares relacionados a esse grupo chega a 202 casos.

Continua após a publicidade

Situação de emergência

Com o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados decretou situação de emergência em saúde pública na última sexta-feira (27). Conforme a decisão publicada em edição suplementar do Diário Oficial do município, o decreto tem validade de 90 dias.

Esse é o segundo decreto sobre o tema em uma semana. O anterior considerava a situação da chikungunya na região da Grande Dourados, enquanto o mais recente detalha as áreas afetadas dentro do município.

Continua após a publicidade

Na mesma data, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 900 mil para reforçar as ações de combate à doença. O recurso será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal, devendo ser utilizado em estratégias como vigilância epidemiológica, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes de saúde.

Sete mortes

O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima, uma mulher com mais de 80 anos, morava em Jardim, a 239 quilômetros de Campo Grande. Além disso, em Bonito, a 225 quilômetros da Capital, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta.

Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, com diabetes e pressão alta. Ela é a única vítima com comorbidades. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24.