Mato Grosso do Sul MS
Sindicato repudia B.O. intimidatório contra jornalista em MS e alerta para ataques à imprensa
“Calar o jornalismo é calar a própria sociedade”, afirmou o Sindjor-MS em nota oficial
13/03/2026 21h38
Por: Redação Fonte: Alvorada Informa

Um jornalista foi alvo de boletim de ocorrência após assinar reportagem sobre uma investigação em andamento no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Diante do caráter intimidatório da ação, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) manifestou veemente repúdio à tentativa de intimidação e criminalização do exercício jornalístico sofrida pelo repórter e filiado Vinícius Santos, do portal JD1 Notícias.

Veja a nota: 

"O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) vem a público manifestar seu veemente repúdio à descabida tentativa de intimidação e criminalização do exercício jornalístico sofrida pelo repórter e filiado Vinícius Santos, do portal JD1 Notícias.

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O jornalista é alvo de um Boletim de Ocorrência (nº 253/2025) registrado pelo presidente do Conselho Diretor da Fundação dos Rotarianos de Mato Grosso do Sul, Sr. José Luiz Kreutz, que o acusa infundadamente de calúnia e difamação. A queixa-crime foi motivada pela publicação da reportagem intitulada "Denúncia no Ministério Público aponta possível corrupção na Fundação de Rotarianos em Campo Grande".

É imperativo esclarecer que a reportagem assinada por Vinícius Santos não traz ilações ou opiniões pessoais, mas é embasada em documentos oficiais. O texto jornalístico limitou-se a dar publicidade à instauração da Notícia de Fato nº 01.2025.00013496-0, em trâmite na 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande (MPMS), que apura denúncias de irregularidades administrativas, financeiras e patrimoniais no âmbito da referida Fundação.

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O repórter cumpriu o seu dever de ouvir o outro lado. Procurado antes da publicação, o presidente da entidade limitou-se a informar que não iria se manifestar no momento e que aguardava ser intimado, resposta que foi devidamente registrada na matéria.

A atitude do presidente da Fundação em acionar a Polícia Civil contra o repórter configura uma clara tentativa de assédio judicial e censura. É inaceitável que autoridades ou dirigentes de instituições utilizem o aparato de segurança pública para tentar calar o trabalho jornalístico e esconder da sociedade fatos que já estão sob o escrutínio do Ministério Público Estadual.

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O Sindjor-MS reitera que o jornalismo e a cobertura de investigações oficiais são pilares de uma sociedade democrática. Informar a população sobre o destino de verbas públicas e doações institucionais não é crime, é uma prerrogativa constitucional e um dever cívico da imprensa.

Expressamos nossa irrestrita e total solidariedade ao jornalista Vinícius Santos. O Sindjor-MS acompanhará o caso de perto, prestando o amparo institucional e jurídico necessário ao seu filiado, e não aceitará passivamente qualquer manobra que vise silenciar os profissionais de imprensa em Mato Grosso do Sul.

Calar o jornalismo é calar a própria sociedade.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul"